Neste episódio
- A Tecnologia e o Fator Humano: Como o ser humano ainda é o elo principal entre a tecnologia e sua correta utilização.
- Comunidades e Conhecimento: A importância de buscar e compartilhar conhecimento em grupos com interesses em comum.
- O Desafio do Analfabetismo Digital Funcional: A dificuldade de se aprimorar em um mundo com excesso de informação e a armadilha dos “gurus”.
- O Poder da Conexão Humana: Como a tecnologia deve ser usada para conectar pessoas e criar relacionamentos, não apenas para automatizar.
- A Regra de Ouro do E-commerce: Por que construir sua base de clientes em “terreno próprio” e o valor do pós-venda humanizado.
Assista ao vigésimo terceiro episódio do edroneCast no YouTube!
Edvaldo Firme: Olá pessoal de casa, sejam todos muito bem vindos a mais um episódio aqui do edroneCast. Eu sou Ed Firme, especialista em comunicação aqui na edrone, e a edrone é a plataforma que hoje visa educar e principalmente democratizar a tecnologia e o e-commerce no Brasil. E para falar sobre tecnologia e e-commerce aqui no Brasil, eu tenho o prazer de receber o César, mais conhecido como Cesinha, fundador da E-commerce House. Muito prazer e muito obrigado por ter você aqui. Por favor, se apresenta para o pessoal de casa que por acaso não te conhece, porque já deve estar conhecendo, né?
Cesar Martins: Obrigado pela oportunidade, pelo seu tempo. Eu sou o César, mais conhecido como Cesinha, fundador da E-commerce House. E-commerce de dois anos. Temos hoje mais de 2.800 membros ativos, uma fila de espera de mais de 600 pessoas, mais de 1.900 empresas diferentes. E literalmente, plugar a tecnologia com pessoas. Esse é o propósito: gerar oportunidade para as pessoas que não têm a oportunidade e estão fazendo um serviço excepcional com tecnologia. Olha que maravilha!
Edvaldo Firme: Então é isso. Cara, eu acho que para quem está acompanhando esse episódio, já viu aqui na thumb o título. Mas vamos lá, vamos fazer a pergunta de milhões para começar com o tema, que é assim: a gente tem visto, principalmente dos últimos quatro anos para cá, cada vez um boom diferente atrás do outro da tecnologia, e a automação, e tecnologia empilhada na tecnologia. LLM para tudo que é lado. E pô, a gente hoje ouve falar de tecnologia em todo canto, a todo lado, toda ferramenta tem uma IA, tem alguma coisa. Mas o tema que a gente quer trazer aqui hoje é como que as pessoas geram comunidades e se usam e se conectam dentro da tecnologia. Como que a tecnologia tem implicado que as pessoas se adaptem e se acomodem em novos grupos, em novas comunidades dentro do mercado brasileiro? Como você tem visto isso, cara?
Cesar Martins: Cara, eu acho que é tudo muito novo, mas o ser humano, ele ainda é o elo entre a tecnologia e saber utilizar a tecnologia. Então tem muita coisa sendo lançada, como você falou, hiper personalização e AI. Só que a galera ainda não sabe utilizar. Então a gente fica meio perdido e fica perdido em clãs, eu diria, em grupos. A galera que entende um pouco de AI conversa com a galera que entende de CRM, uma coisa vai complementando a outra, mas no final de tudo, para mim, é sobre buscar conhecimento e também passar o conhecimento, né? Não de só deixar o conhecimento morrer em você. Então comunidades se criam porque são pessoas com interesses em comum. Se você tem interesse em futebol, você tem um grupo de futebol, todo mundo tem um grupo de futebol, né? Falando homem, né? Mulher tem um grupo das amigas, geralmente. Agora, falando de trabalho, a gente tem um grupo de tecnologia ou e-commerce. Literalmente é isso. Então, acho que são pessoas dispostas a se ajudar e colaborar para que o propósito de cada comunidade em si, o e-commerce, tenha dela, ela sempre floresça e cresça. E é importante sempre ter regras nesse tipo de grupo, porque quando você tem um grupo de pessoas, tem que ter controle, processo também.
Edvaldo Firme: Eu ia fazer exatamente essa pergunta, porque eu acho que é aí que a gente começa a sentir a balança balançar, porque a tecnologia, por muitas vezes, a gente pode falar o que for. E a LLM, e aí ela tá cada vez mais humanizada. Mas cara, bits e bytes e zeros e uns é mais ou menos. Todas elas seguem um regramento. Quando a gente pega a tecnologia e tenta aplicar nas pessoas, a gente passa exatamente por esse momento de, pô, nem todo mundo tem a mesma curva de aprendizado, nem todo mundo tem a mesma paciência com a tecnologia. E aí, como que você sente que esse desafio tem dificultado ou facilitado para que as pessoas quebrem essa barreira? Porque tecnologia a gente pode falar de diversas maneiras, mas hoje em dia dá para dizer que o brasileiro médio já se acostumou minimamente com a tecnologia. Quase todo mundo tem um smartphone na mão, o que quer dizer que quase todo mundo está preparado para ir para uma compra online, fazer um aplicativo, entrar em um aplicativo, estar conectado no mundo digital. É muito difícil passar essa segunda fase, porque conectado todo mundo já está. Mas como que cria essas comunidades? Como se juntam essas pessoas com esses grupos e esses interesses maiores?
Cesar Martins: Cara, sendo bem sincero, eu acho que a gente ainda utiliza de forma muito errada a tecnologia. Vou dar um exemplo: hoje a gente tem um conhecimento do mundo no celular, a gente fica vendo TikTok, fica vendo coisas no Instagram que tira total nossa atenção e foco. Então, quando a gente fala de literalmente aprender, a gente tem que ter disposição em aprender, em sentar, estudar e também transfigurar isso para o nosso dia a dia. Então não adianta eu ler sobre o CRM, não saber aplicar sobre CRM no meu negócio, não adianta eu ler sobre AI e não saber aplicar e achar que o ChatGPT é tudo que contempla tudo. Então acho que juntar pessoas com interesses em comum é difícil, mas fica mais fácil quando você tem coisas em comum. Então, falando de comunidade, falou de E-commerce House. Como eu falei, peguei pessoas da nossa área e com interesses em comum. Fiz um evento para todo mundo, que foi uma festa de final de ano, e ali a gente começou depois a gerar conteúdo. Então tem gente do E-commerce Brasil que gera conteúdo lá, né? A própria Vivi, que é diretora, tem a Cintia, que ela leva dashboards para a galera falando sobre dados do mercado mundial junto com a No-Grid. Então é uma coisa colaborativa para o nosso mercado, é uma coisa que educa as pessoas e também é um lugar de tirar dúvidas. Esse é o ponto. Qual que é o desafio hoje? Como a gente tem acesso a tudo, aonde está a informação correta ou quem é a referência no assunto? Porque quem faz patrocinado é quem aparece mais, pensando em pessoas que pagam ali, né? Só que às vezes não é o cara referência no assunto. Só que esse cara é referência, é um cara low profile, não usa a tecnologia a favor dele. Então eu até brinco que em muitos casos na área da tecnologia, casa de ferreiro, espeto de pau. Muitas vezes o melhor cara do mundo para criar uma estratégia vai ser o cara mais low profile, o cara que não aparece. E aí você vai olhar, vai achar esse cara num blog lá na última página do Google que ninguém nem sequer consegue encontrar mais. Você pega o exemplo da Apple. Quem desenvolveu a Apple? Teoricamente? O Steve Jobs. Ele era o cara, exato. Ele era o vendedor. Não era ele que desenvolveu. Ele desenvolveu o branding da marca, mas ele não desenvolveu. Não que ele não seja uma pessoa inteligentíssima, com certeza foi, né? Mas quem desenvolveu todo o produto era literalmente o time de tecnologia dele, a tecnologia dele, ele na garagem lá. É exatamente isso, entendeu?
Edvaldo Firme: É muito engraçado o que você falou, porque você trouxe um tópico que eu acho muito, muito pertinente. Hoje a gente tem tecnologia. Eu costumo brincar que hoje o que a gente tem na mão é 20 vezes mais capaz do que um computador que levou a gente para a lua. E a gente fica vendo vídeo de rede social. E aí eu faço um comparativo que aí é uma conexão engraçada com a edrone, mas é até um ponto que a gente ouviu de um cliente esses dias. Pô, dentro da edrone a gente tem uma parada dentro do CRM, que é o Live Events, que é literalmente você assistir como se fosse um feed, tudo que está acontecendo no seu site, qual o produto que foi clicado, qual ele colocou no carrinho, qual que ele deixou de pôr, tudo isso. O que que ele fez? Ele falou: “Olha, eu não ligo dos meus vendedores ficarem com o celular em cima da mesa, rodando o feed o dia inteiro, contanto que eles estejam com o Live Events aberto, porque quando tiver uma ação, e ele determinou a ação XPTO, eu quero que o meu vendedor ligue na mesma hora para o usuário.” E aí ele criou essa assimilação da tecnologia. Tipo, todo mundo já está acostumado com o feed de rede social, então se acostume com o feed da loja, porque ele vai acontecendo evento após evento e você pode criar ações baseada nisso. Eu achei esse um ponto muito pertinente, porque ele linka a tecnologia, que é algo novo, e tudo que é novo você precisa de uma base de referência para que o seu cérebro consiga assimilar, a tal da neuroplasticidade. Então, pô, essa visão de, pô, você quer rodar o feed inteiro, pode rodar, mas aproveita e roda junto o feed da tua loja, que aí você consegue cada vez mais ter mais dados, mais apurados, mais assertivos, fazer ações mais estratégicas para esse ponto que aí se aplica. Muito massa. Mas para você que lida com diversas outras tecnologias e diversas outras dúvidas, você sente que existe? Não vou perguntar, obviamente, uma fórmula mágica, mas existe um método de abertura de conhecimento que você gostaria de passar ou que você acha que é pertinente as pessoas procurarem? Porque eu sei que buscar conhecimento, igual a gente falou, pô, é muito legal, mas eu brinco muito com os meus amigos porque eu sou o pai deles. Eu sou o cara do marketing no meio de todos os meus amigos são programadores e eu sempre pergunto: “Mas eu quero aprender a programar, como que eu começo?” E até hoje, isso já fazem 12 anos, até hoje eu não sei programar. Então eu quero começar a me ambientar no mundo do e-commerce. Para que lado que você indicaria a pessoa dar o primeiro passo?
Cesar Martins: Isso é um desafio hoje, porque se você for parar para analisar, a gente tem a palavra guru. Vem muito forte, né? Então, os gurus de e-commerce. Eu sou o inimigo número um deles. Qual que é o desafio hoje? Esses caras, ainda que são ruins, eles ainda ganham o prêmio. E esses caras são colocados como referência, seja porque eles estão pagando para estar lá, seja porque eles têm amigos dentro de entidades e aí vai. Não generalizo, tá? Não tiro o mérito de quem já ganhou algum tipo de prêmio, não é isso. Mas a gente sabe que tem pessoas que estão lá, que você fala assim: “Beleza, qual que é o caso do cara?” O cara é o melhor profissional de qualquer coisa que o cara fez. Para o cara ser o melhor, ele tem que ser muito, muito fora da caixa. O Brasil é case de gente fora da caixa, exato. Então o cara tem que ser um cara fora da curva mesmo. O que esse cara fez? Então, começa a entender quem é esse cara, o que que ele fez. E é que, sei lá, o brasileiro ele tem. A gente tem essa cultura de querer as coisas muito rápido, de querer o sucesso rápido, de dinheiro fácil. E a gente vai até para um outro ponto que se você vê casa de apostas, o quanto que gera de dinheiro e quanto que gera de dívida, porque a galera tá fiel acreditando que vai ganhar dinheiro com aquilo e não vai ganhar. Dinheiro extra. Não vai ganhar. Então é a mesma coisa. Guru. Quantos caras ou quantas agências já chegaram para você? Até clientes. Porra, já gastei dinheiro com essa serra, com essa ferramenta CRM que é uma porcaria e falaram que era boa e o cara não tem um direcionamento. O que eu acho que faz sentido ainda para você entrar no mundo do e-commerce é literalmente primeiro frequentar eventos, pelo menos os principais ali. Aí eu posso citar, sei lá, cinco na realidade, assim, não cinco. Mas eu vou citar um que eu gosto muito, que é o E-commerce Brasil, que é o fórum que eu acho que é onde reúne todos os patrocinadores. O Big. E o Big é o VTEX Day, só que mais um show business e é voltado para o ecossistema deles. Acho que seria mais interessante se ele fizesse como fórum e abrisse para todo o mercado, porque lá a gente só fala de plataforma VTEX. O que não é um problema, mas é limitante para o ecossistema. Na realidade, se você parar para pensar, a VTEX não sabe jogar o jogo nesse sentido, porque, pensa comigo, eu estou fazendo um evento para a plataforma VTEX. Legal. E meu ecossistema que integra comigo. Bacana. Os caras das outras plataformas vão lá, compra o ingresso, eu ganho o ingresso de algum fornecedor ou algum parceiro e prospecta o cliente do mesmo jeito, pegam tudo que tá acontecendo. Mais fácil ela cobrar uma porcaria no estande do cara e colocar o cara lá dentro ainda pagando, porque ele vai ter acesso ao lixo do mesmo jeito. Então eu penso assim. Namorada satisfeita não troca de namorado. Se o cara tá satisfeito com a VTEX ou com qualquer outra solução, vai para lá. Ele vai continuar, ele vai continuar na solução, ele não vai trocar. Então, para mim é literalmente sobre isso. Frequentar eventos. Eu pegaria eventos de segmento. Por exemplo, um evento focado em CRM, um evento focado em criar um evento focado em, por exemplo, financeiro e coisas do tipo, e um evento mais generalista, tipo um E-commerce Brasil, um VTEX Day. Deixa eu pensar que um ou outro. Eu fui num evento lá fora que eu achei super incrível, que foi o Shop Talk, o Web Summit também. Eu não descarto que é um evento grande e bacana, que tem, trás muita startup, muita coisa. Eu fui no Brasil esse ano, foi o primeiro que eles fizeram para 15.000 pessoas. Foi bem legal, porque aí vai. Esse ano eu fui em 131 eventos, então imagina, eu já vi um cara, porque eu já vi o mesmo cara palestrando em evento. E a mesma palestra, a mesma piada no horário da piada. Então assim, chega a ser massivo para mim que vou direto. Para quem não vai, é legal, é bacana, tem que ir mesmo.
Edvaldo Firme: E é igual a gente falou. O primeiro passo, né? Tá tudo bem.
Cesar Martins: Só que o Brasil ele trouxe, como foi o primeiro, caras que estão fazendo AI. Então lá era tudo novo pra mim, pelo menos que tô no mercado há muito tempo. Então você vê cara, só que trabalha com IA. Então pô, eu vi um cara que fazia para recolocação profissional, um cara que fazia para head hunter como se fosse um marketplace. Então eu vi muita coisa diferente, que para mim, que trabalha com tecnologia há um tempo, brilhou meus olhos. Mais que um fórum em forma de Brasil, não que seja um evento ruim, mas que eu tenho os mesmos patrocinadores ou fornecedores que eu conheço. Vou lá para ver a galera e é um puta evento bacana. É um evento mais, eu diria, pela minha experiência também já alguns anos de fórum.
Edvaldo Firme: O fórum é um lugar que eu concordo muito que assim, ele é um grande show de exposição. Para quem nunca foi, pô cara, vai ser lindo! Marca uma. Marca. Para marca expor, vai ser legal. Para quem é o visitante? A gente tá falando de 35.000 pessoas. É uma galera. É um ambiente de networking muito massa. Conheci muita gente legal, mas principalmente, é um lugar para você. E aí, para quem está precisando começar, é um lugar para você se antenar. Eu acho que é aí. Nós que já fomos muito. Dá para dizer que cara, não foge muito. Vai ter ali uma fileira de um pessoal falando sobre CRM. Vai ter duas, três ou quatro ferramentas diferentes, o core da coisa que cada uma vai ter as suas particularidades. Mas se você não sabe o que é CRM, você passa naquele corredor, até você sair dele, você aprendeu. É a mesma coisa para AI, é a mesma coisa, para cashback, é a mesma coisa para outras tecnologias. Então, eu acho que o fórum tem esse papel de colocar as pessoas em contato com o que está sendo praticado dentro do e-commerce, né? E aí, aproveitando essa deixa, eu queria fazer o contraponto. Que beleza, a gente sabe aonde ir, mas o que tá faltando? Que tipo de evento ou de micro evento? Ou de palestra? Ou de workshops? Que você sente falta? Que poderia ser uma, uma casa de entrada? Uma porta para essas pessoas ainda que…
Cesar Martins: A gente tá falando muito sobre tecnologia, né? E a comunidade, o e-commerce. Eu foco muito em pessoas. Então quando eu falo de pessoas, eu falo de gerar experiência. Eu acho que falta evento de experiência. Apesar de esse ano ter ido em alguns e ter achado bem bacana, foi em um da Miep com a Clever Tape. Fui num da Coin para fazer um jantar com MasterChef para fazer empanada e ali ter a galera trocando ideia. Eu acho que o que falta nos eventos como um todo e até no fórum é a conexão de verdade. Então todo mundo fala: “Como você criou o E-commerce House?” Cara, eu trabalhava na Media, eu ia em eventos, eu era diretor comercial lá e eu ia em todos os estandes conhecer os parceiros. “O que você faz? Para quem serve sua tecnologia, o que é, para que serve e quem que é o seu cliente ideal?” E eu sempre levava um lead para o cara sem ganhar nada em troca. E eu comecei a fazer parcerias assim. Eu e as pessoas, aí estamos falando de 12, 13 anos. Então imagina, o dono da Biz ainda é o dono da Biz, que é o chefão, o cara que trabalha, por exemplo, o cara que trabalha na VTEX ainda é o cara da VTEX, que é o Pablo que eu conheço. Então tem muita gente que ainda está nas empresas ou que rodou cadeiras, mas que está no nosso mercado, que é o nosso mercado, também é um ovo. Então é muito engraçado que é um novato. Pô, tem cara que, uma coisa que trocou de empresa dez vezes em dez anos, tá tudo certo, porque nosso ecossistema demanda isso também, porque tem pouca gente qualificada, muita demanda e os caras bons. Eles trocam de cadeira literalmente, porque além dele aprender o ecossistema, que é uma coisa que eu faço, então já trabalhei com plataforma, com mídia paga, mídia orgânica, CRM, CRO, trabalhei com Shopify, VTEX, trabalhei com integrador, trabalhei com PIX, meio de pagamento, já trabalhei com tudo. E aí vou dar um spoiler para vocês aqui. Agora vou ser lojista, vou trabalhar, vou ser gerente de e-commerce de uma marca muito top agora. Massa. Eu vou começar mês que vem. Mas é uma cadeira que eu nunca aceitei, só que na minha mão tenho todos os fornecedores por causa da comunidade. Então entrega na entrega. Eu sei quem faz, quem não faz. Eu sei quanto o cara cobra. Então entendeu? Você não vai ter que, você vai pular a parte mais chata que é: “Putz, vou ter que ir para call com esse cara para descobrir o preço.” Não, você já sabe, já deve ter tudo planejado ali. É uma cadeira que me brilha muito os olhos de sair um pouco do fornecedor para ser um lojista. Por quê? Porque literalmente eu vou aplicar tudo que eu conheci nesses 12, 13 anos com alguns fornecedores que são excepcionais numa operação. E esse resultado vai ser consequência do que eu aprendi. Ou seja, se der merda, fui eu, e se der certo, fui eu também, junto com o time que eu vou ter lá. Então é uma coisa que eu tô bem ansioso pra começar esse mês que vem.
Edvaldo Firme: Cara, eu acho que eu concordo muito com você que o nosso, o nosso setor, o nosso mundo é um ovo, porque eu comecei, igual eu falei para você aqui no off, 13 anos atrás e eu tive o prazer, cara, de encontrar meu meu primeiro chefe. De quando eu era estagiário no último fórum e-commerce e ele veio me parabenizar porque eu estava com um estande lá na empresa e tudo mais. Ele: “Pô, cara, que legal, que bom te ver crescer e tal.” E a gente trocou figurinha. Um mês depois, descobri que a loja que ele tá, que ele tá trabalhando, entrou na edrone.
Cesar Martins: Você tava com quantos anos? Quando ele foi seu chefe?
Edvaldo Firme: Cara, eu tinha 20 anos, 20, 20. Eu tinha 19 pra 20 anos. Agora 32. Beleza, então a gente está falando de 12 anos, né?
Cesar Martins: 12. Eu no Brasil, eu tive a oportunidade de levar um amigo meu que está trabalhando com ele e foi o cara que me ensinou a tocar violão. Eu conheço ele desde os 15 anos, então estou falando de 20 anos que eu tenho 35. Então você vê que louco, literalmente é o que você tá falando. Uma pessoa lá de trás que te ajudou com uma coisa nada a ver. Pô, eu toco. Eu toco oito instrumentos hoje, mas é o cara que me ensinou, que sentou comigo e falou: “Olha, assim, assim, assado.” E o cara trabalha com ele hoje. Então o mundo gira. E você? E eu consegui abrir a porta pra um cara que me ajudou lá atrás. Ele: “Pô, queria ir no evento.” Eu falei: “Não, tenho ingresso, te arrumo.” Levei. Ele levou a esposa, conhecer a esposa dele. Então, o cara que já constituiu família com esse moleque, pô, então junto, entendeu? E isso é legal.
Edvaldo Firme: Essa é a parte que eu ia chegar, que eu acho que conecta muito as pessoas quando elas entendem que a tecnologia não precisa ser zeros e uns, não precisa ser bits e bytes. Tecnologia no fundo, no fundo, é para conectar pessoas. Pô, é para isso. E para isso que a internet surgiu lá atrás, era exatamente com a experiência de conectar pessoas. A tecnologia alavanca para conectar pessoas. E a gente pode falar com certa tranquilidade que hoje o nosso conhecimento dentro da nossa área nos ajuda a conectar pessoas, conectar negócios. Como você se sente sendo essa pessoa? Porque ser conectado é muito gostoso. Mas como você se sente sendo o conector? Porque muitas vezes, dentro do negócio, igual você disse, pô! Teve vezes de eu conectar a empresa A com a empresa B. Eles fizeram ótimos negócios e eu fui viver minha vida. E como é ser essa, essa manivela dentro do modelo de negócio que você vive hoje?
Cesar Martins: Cara, sendo sincero, eu me sinto privilegiado pelo fato de ter essa habilidade comigo, porque eu acho que a habilidade de conectar você pode desenvolver, mas você pode nascer também. Tipo Cristiano Ronaldo e Messi, cara que nasce para jogar bola e o cara que treinou para ser o melhor. Ponto. E os dois. E os dois são bons, são excepcionais no que fazem. Então você pode ter um cara que treina para fazer, um cara que nasce com aquilo. Então, sempre foi esse cara na escola, sempre foi esse cara no cursinho. Meu melhor amigo que eu conheci no cursinho, porque eu sentava no fundão, ele é meu, e ele é meu advogado hoje.
Edvaldo Firme: Bom que ele já sabe o que pode esperar de você.
Cesar Martins: Ele que resolve meus B.O. Então assim, cara, essa cadeira para mim é muito interessante, porque eu consigo o que eu penso, tá? Então, com essa pessoa que é uma pessoa incrível, a pessoa vê que é uma pessoa incrível, elas não se conhecem. É um marco dos dois se conhecer, porque eu conheço A e ou B tão bem a ponto de saber que eles vão se dar bem. Vou dar um exemplo. A gente falou de música, que eu amo música, cara, só do e-commerce. Eu não sei se você sabe desse dado, só do e-commerce. Eu conheço umas 30 pessoas que tocam algum instrumento ou cantam, uma banda. 30. Exato. Sabe o que eu fiz? Eu fiz um evento no final do ano passado e eu levei essa galera para tocar no Tom Jazz. Teve gente que cantou, teve gente que tocou bateria, eu toquei guitarra com meu filho, meu filho cantou comigo no palco, olha que lindo! E eu levei a galera do e-commerce para esse evento que foi ali no Tom Jazz, em Moema. Então são coisas assim que às vezes conecta a pessoa além do técnico, além da tecnologia. Porque no final de tudo, é o que você falou. São pessoas. E o nosso desafio hoje é largar isso aqui e sentar e olhar no olho e trocar ideia e dar risada, contar a história. Ou, por exemplo, você sabe disso, às vezes. Não sei se você é casado, mas, por exemplo, você vai sair com a sua esposa, vai jantar, você sempre fica de olho no celular, porque isso aqui é toda hora alguém falando com você, precisando de alguma coisa ou um problema, não sei o quê. Mas a gente tem um combinado que é um combinado muito, muito bonito, que a gente tem, que é na mesa, não fica celular. Então, pô, sentamos para almoçar, para jantar, para tomar um café, para qualquer coisa. Se tem mais alguém na mesa, não tem celular, óbvio. Pô, não é todo dia que minha namorada está em casa e aí eu tô meio correria ali. Vou tomar um café rapidinho mexendo no celular. Não tem problema. Sentou qualquer outra pessoa à mesa. Nada de celular, porque senão, cara, você perde um momento que cada vez é mais raro. Porque é isso, nós que trabalhamos. Pode ser no home office. Cara, o home office para mim, por exemplo, é um ambiente onde eu entro no meu escritório, fecho a porta, eu posso estar em casa, mas eu estou em outro ambiente, eu estou no ambiente de trabalho, então é oito, nove, dez, 12, 15 horas por dia. No ambiente mental, o trabalho. E nós que somos do digital, não adianta dizer, cara, a gente trabalha com isso aqui, grudado na nossa cara. E eu tenho tentado mudar alguns hábitos e eu aprendi muito com a minha filha. Minha filha tem seis anos, eu tenho três filhos. Tem o Theo, que está aí de dez, tem a Clara de seis e a Laura de quatro. A Clara. Quando ela dorme, ela acorda. A primeira coisa que ela faz é me dar bom dia, “bom dia, papai”, vai me dar um beijo, deita comigo na cama. A primeira coisa que a gente faz geralmente é olhar pro celular. Então eu parei de pegar o celular e vou dar bom dia pros meus filhos. É a primeira coisa que eu faço, né? Quando eles estão comigo. Então isso muda muito a perspectiva também de não mexer no celular de manhã. Ou então, cara, só vou mexer depois que eu for pra academia. Eu nem levo o celular pra academia, não levo. Quando eu vou correr, eu faço corrida. Eu não escuto música quando eu estou correndo, então quero começar a sentir mais os ambientes. A gente perdeu esse, esse tato.
Edvaldo Firme: Eu ia falar. Por exemplo, o tato humano. Um exemplo para você que você vê criança brincando na rua. Hoje eu tenho 35. Eu brincava na rua. Pô, eu nem sou velho.
Cesar Martins: Eu também brincava na rua, jogava bola, jogava bolinha de gude, batia tazo. A nossa geração conseguiu fazer a migração, a smooth transition. A gente conseguiu sair do pouco, um pouquinho para a tela, mas a gente ainda tem uma lembrança muito vívida de jogar bola na rua, arrancar o tampão. Que era lotado por. Aniversário, aquele aniversário que era simples, mas era lotado.
Edvaldo Firme: Lotado. E é muito louco, cara, quando a gente para pra pra ver isso, que eu não sei você, se você tem essa mesma percepção, mas parece que hoje, até quando as pessoas fazem, elas não fazem mais porque elas gostam, elas fazem porque vai gerar uma boa foto que vai gerar um bom, que vai gerar um bom conteúdo para ela colocar na rede social, para ela aparentar que ela está mais feliz. Enquanto a gente não tinha nada disso, tinha câmera de filme, que as fotos ficava tudo ruim.
Cesar Martins: 30 dias depois.
Edvaldo Firme: 30 dias depois, você ia ver e todo mundo se divertia. Cara, todo mundo tava lá pelo momento, né?
Cesar Martins: Sim, as pessoas não estão mais pelo momento. Isso é um fato, né? E é mais sobre o que eu quero mostrar para os outros, sobre do que sobre o que eu quero viver de verdade. Isso. Então, isso para mim, particularmente, sobre o que eu quero viver. Claro que nós que trabalhamos com tecnologia e eu que tem uma comunidade, eu gero conteúdo para umas pessoas. Eu gero coisas na minha rede social. Eu não vou ser hipócrita e dizer que eu não tenho que pensar sobre o que eu vou gerar de conteúdo, mas o que eu tento buscar dentro de mim, que é o que faz. Acho que a comunidade roda. Hoje eu sou um cara autêntico. Então, o César que você tá vendo aqui com o filho quando chegou, é o mesmo César em casa. Sou o mesmo cara, eu não uso máscara e é esse o problema. Voltando no papo de guru, o cara finge ser uma coisa que ele não é. Só que eu sou um cara falho, não sou perfeito. Eu não fico pagando de louco falando que eu sei mais do que eu sei o que eu não sei, eu peço para aprender. Não sou o dono da razão. Meu negócio é sobre aprender. Eu gosto de estar com pessoas melhores que eu. Isso é uma premissa minha. Há pessoas mais inteligentes que eu, pessoas mais bonitas que eu, pessoas mais ricas que eu. Por quê? Porque eu quero conquistar essas coisas. Eu preciso entender qual quem já conquistou. Claro que eu também não esqueço de onde eu vim, então eu não fecho a porta para ninguém, nunca fechei. Eu sou um cara super acessível, mas eu acho que o que falta na gente hoje é um pouco desse senso de sair da mediocridade, de aceitar quem a gente é e tentar melhorar sempre. E aí fala de saúde, falando de pessoas, falando de relacionamento, falando de filhos, falando de tudo. Tô falando só da nossa vida, olhar para dentro e falar: “Cara, vou dar um exemplo, eu perdi 30 quilos em oito semanas.” Por quê? Porque eu tô correndo agora. Eu mudei minha alimentação, não bebo mais, cuido da minha saúde, eu durmo 8 horas por dia. Eu não entendi a importância disso. Hoje eu entendo. Então mudei hábitos porque eu quero outros resultados. Quero ver meus filhos casando, eu quero ver meus netos, eu quero estar com saúde para cuidar dos meus netos e brincar com eles. Então é um propósito meu de vida, mas eu preciso mudar agora. Se eu continuar saindo. Eu fui em 130 eventos. Se eu tomar duas cerveja por evento, é 260 cerveja. Pro bicho já é bastante.
Edvaldo Firme: Cerveja já é cerveja, sim.
Cesar Martins: E a gente sabe eventos sociais. Só tem comida que é salgadinho, não sei o quê. Blá blá blá blá blá blá. Raro são jantares e bebida de graça. Então você tem que se cuidar. Se você não se cuidar da mente, você não vai conseguir trabalhar, não vai conseguir desempenhar, não vai conseguir ajudar os outros.
Edvaldo Firme: E aí eu volto para um ponto que você trouxe, que para mim é o mais valioso. Quando a gente fala sobre entender o eu, né? É isso, até para quem está assistindo a gente. Você é lojista, você empreendedor, que olha para dentro do seu e-commerce e muitas vezes, e essa é uma verdade dura, mas muitas vezes o dono é o lojista, o gestor. Ele está procurando um problema na operação, que está na casa dele, cara, que está às vezes numa crença limitante, a gente. Do copo cheio, né? É a crença limitante. O cara, pô. Vou dar um exemplo de edrone. Vai, pô, eu não vou assinar edrone porque eu não vou conseguir operacionalizar ela. Aí o cara prefere deixar dinheiro na mesa do que ter uma ferramenta que vai trabalhar para ele no automático, porque ele tem o gatilho de crença limitante. Pô, eu já toco tanta coisa no meu dia, síndrome do extraído. E tanta coisa que eu já faço. Eu não vou conseguir colocar mais soluções. E ele tem cinco CRMs, vai falar mais um que vai dar merda. Vou gastar dinheiro. Vou fazer a síndrome do extraído, não vou namorar de novo porque minha ex me traiu. Exato. E aí eu tenho uma sensação que a gente está vivendo isso em loops, né? É tipo essa sensação de, ah, eu não vou aprender isso. Para mim é um termo muito engraçado. Eu não vou aprender ChatGPT. Quando alguém vira para mim e fala: “Eu não vou aprender Chat”, eu falo: “Mas você não vai aprender a fazer uma pergunta?” Que é isso? Você sabe, o segredo é esse. E aí? Isso para mim reflete muito e aí é um termo um tanto quanto pejorativo. Mas eu entendo que a educação no Brasil nunca foi das melhores. E eu falo isso vindo de uma família de educadores. Então eu tenho de perto e a minha namorada é uma educadora, então eu sei como é. E mesmo assim a gente tem um índice de educação mínimo para ter bastante gente analfabeta funcional. O problema é que a tecnologia avançou tão rápido que agora a gente está passando por um outro dilema que é o analfabetismo digital funcional. O que não falta é consumidor que compra no online, gente que está ali, por exemplo, igual a gente trouxe a péssima notícia de gente que cai em aposta online porque é uma venda de um sonho, de uma de uma conversão rápida. Como para você que lida com comunidades, com pessoas, como você vê esse analfabetismo digital funcional? Porque a gente tem muita gente, e aí você é ruim com o que eu vou dizer. Mas eu já vi guru, gente que fala que é especialista, que nitidamente não tem esse domínio. Então, pô, tem muita gente que é papagaio, vamos dizer assim. Papagaio pegou um termo, decorou o termo, começa a usar ele e repete, repete, repete até parecer que você é um especialista, né? E aí tem muita gente que tem um conhecimento mais low que cai no conto do profeta. Então, como que você vê isso sendo uma pessoa que nitidamente busca pelo aprimoramento não só o seu, mas do do macro verso que a gente tem em volta?
Cesar Martins: Ali, cara, o mundo sempre foi movido por dois tipos de pessoas, né? Influenciadores e influenciáveis. Sempre foi. Qual que é o nosso desafio hoje? É com quem? Vamos lá? Quando você pensa em trabalho, antigamente, o que você tinha que fazer? Minha mãe falava para mim: “Ó, você tem que estudar, se formar. Você entra na empresa de jovem aprendiz, você vai fazer um curso se desenvolvendo lá dentro.” Pensar em administração de empresa, que era o que bombava nos anos 90. Sim, ela é eletrônica. Você começa como office boy, você vai crescendo. Eu tenho até um exemplo do meu padrasto que começou assim. Ele trabalhou na Novartis muito tempo. Então você começa com office boy, faz uma faculdade, faz o inglês, vai aprimorando e vai crescendo e vai subindo o seu salário. Então, esse cara, ele tem o mérito de você olhar para a cadeira dele e falar assim: “Pô, o cara galgou tudo aquilo.” O cara ficou anos aí. Que é o problema. Hoje, o cara que vende uma boa ideia, ele ganha o dinheiro que o cara que estudou 50, 30 anos ganhou, ralando dez vezes mais, pensando em estudo. Então, como? Como que eu vejo hoje? Até o método de trabalho mudou, porque antes você era contratado pelas suas qualificações, hoje a empresa te contrata para te ensinar, pô! Então. Eu entrei no mercado de trabalho, de marketing assim. Eu fui vendedor de shopping. Minha minha principal habilidade até hoje é vender, então assim, vender. Mas eu entendi que o vender é diferente de você tirar pedido. Vender está atrelado a se relacionar. Então, sempre entendi isso na venda. Eu já fazia isso, mas não entendia isso, então fazia no automático. Eu sempre fui o brother de todo mundo, o cara da resenha, o cara que depois no barzinho fazia a galera dar risada, sempre foi esse cara de trocar ideia, o cara caloroso do rolê. Só que assim, hoje é muito diferente. Vou te dar um exemplo: se você pega uma vaga hoje de gerente de e-commerce, você tem uma vaga de 6.000 e você tem uma vaga de 35.000. Ambas não explica o que o cara tem que fazer. Ou é o mesmo descritivo de trabalho? Como que eu sei o que um cara de 35 ou um cara de oito faz? Tem diferença? Eu tava falando com um amigo meu hoje. Falei: “Cara, você tá ganhando 6.000 como gerente de e-commerce. Tem um gerente com uma vaga de gerente de 22.000 para fazer o quê? Menos do que você está fazendo hoje.” Esse é o problema do nosso mercado. Então pensa, quando você vai trabalhar numa indústria, numa empresa, você tinha definido o que você tinha que fazer. Hoje você não tem definido. Qual é a diferença hoje, de um ano para um sênior, de um júnior para um pleno? Cadê o que o cara tem que ter? Tempo de casa, muitas vezes. Então o que que eu tenho que fazer? O que eu tenho que entregar como funcionário? Procede? Júnior para pleno? A maioria das empresas hoje, e aí eu não vou falar um número, porque eu estaria falando literalmente bucha aqui, mas vamos colocar aí 80%. Pelo menos não sabe nem a diferença de um júnior para pleno. E aí eles entram naquela questão de salário. O cara paga um salário de júnior para pleno, um salário de estagiário para júnior e um salário de pleno para sênior. Só que os entregáveis não condiz com o que o cara está fazendo. Só que o cara precisa trabalhar, ele quer entra na área. E o mercado vai dar aquele cara. O cara. Então assim, você não sabe para onde você vai, você não tem um direcionamento. Então, quando a gente fala dessa, dessa analfabetização digital e literalmente quem está procurando um emprego entendeu o que ele quer fazer e se aprimorar naquilo e estudar pelo menos o que é, para que serve o básico. E aí não vai faltar fonte, desde YouTube, ChatGPT. Cara, o ChatGPT ainda é o melhor guru que a gente tem. Por quê? Porque é com base nas suas perguntas. Então, se você perguntar e falar assim: “Olha, é até uma dica, tá?” O que eu fiz para o GPT me entender? Eu mandei para ele assim uma entrevista como se você não me conhecesse para um podcast e comecei a trocar ideia com ele. Hoje ele sabe quem sou eu, quantos filhos eu tenho, o que eu faço, de onde eu vim. Então, todos os textos, todos os conteúdos que eu crio, é com base literalmente no cara que ele conheceu entrevistando. É igual você está me entrevistando, você tem informações sobre mim, então você vai poder gerar um conteúdo sobre mim agora. Exato.
Edvaldo Firme: Porque você está entendendo o que eu estou falando. Eu vou. Eu eu faço. Eu faço algo muito parecido. Eu tive um bloqueio um tempo atrás. Eu falei: “Cara, eu preciso ser uma pessoa mais ativa no LinkedIn, por exemplo, mas eu não tenho, de novo, a casa de ferreiro, espeto de pau.” Eu já passo tanto tempo da minha vida criando conteúdo, imaginando coisas. Eu falei: “Cara, não vou conseguir.” Só que aí o que eu entendi, eu falei: “Pô, mas o ChatGPT já é meu amigão aqui, ele já me acompanha em quase tudo que eu faço.” Falei: “Chat, eu falo com ele.”
Cesar Martins: Chat. Agora chamo meu de Cooper. Você chama você de Cooper?
Edvaldo Firme: Eu chamava o meu de chat, mas aí ele começou a ser tão bonzinho que eu falei: “Não, vou te respeitar agora, vai. Vou te chamar de chat.” E aí eu virei para ele. “Chat, você vai se comportar a partir de agora como um assistente pessoal e todos os dias você vai…” Eu vou te falar como foi o meu dia e você vai me ajudar a concatenar essas ideias. O meu segredo principal é eu não faço isso por texto. Eu ligo o chat de voz e eu converso com o meu chat, ele me devolve e aí isso vai conectar com uma coisa, liga na outra. E eu prestei muita atenção no que você falou, que para mim é muito verdade. Um bom vendedor ou qualquer boa venda, ela não está relacionada ao produto. Nem a preço. Ela está relacionada a relação que você tem com o produto, com a marca ou com o vendedor. E aí é algo que coincide e encaixa muito bem, porque aí ela é um CRM. Ela é um CRM legal. Ela é muito boa e a partir do momento em que você entende que um CRM é um grande arquivo, com todas as informações e tudo que está acontecendo dentro do seu site, você começa a ter munição para se comunicar e criar relacionamento. Aí entra a automação de marketing e entra aí. A IA vai te ajudar a selecionar quem é a melhor pessoa e qual o melhor horário para falar com ela. E a automação vai criar gatilhos para você poder se comunicar de forma específica e personalizada. Para quê? E aí as bolinhas vão se conectando para que a sua loja, que é tecnológica, que não vai precisar mais de dez. César ali respondendo no chat e sendo brother do cliente, possa vender com qualidade, porque no fundo, no fundo é isso. É uma pessoa pensando estrategicamente atrás da tecnologia, em como eu posso me comunicar da melhor forma com a outra pessoa que está do outro lado da tecnologia. Você sente que falta mais gente tendo esse tino de entender que tecnologia é um nome novo para a ferramenta.
Cesar Martins: Olha, eu vou trazer alguns exemplos práticos aqui. Se você pegar qualquer lojista, qualquer lojista, de qualquer segmento do nada e falar: “Pô, o cara assim, me fala quem são seus 20 principais clientes hoje.” Com. Nome e o que que esse cara faz? Não sabe? Não sabe? Então a galera tá muito focada em em volume e não tá focado em entender quem tá lá dentro. É muito mais caro, e você sabe disso. Você trazer um. Receita nova ali. Que o cliente é um cara que já tá dentro e já comprou alguma vez. Isso é um fato. E-mail marketing é a ferramenta que mais converte. O WhatsApp é uma excelente ferramenta de conversão. O CRM é a base para tudo isso, para você saber o que fazer, quando fazer. E como fazer. Como fazer literalmente. E a galera não se preocupa com isso. Eu vou dar um exemplo aqui. A minha ex-mulher é confeiteira profissional e ela estava falando para mim um tempo atrás que queria ter mais seguidores. Ela tinha 19.000 seguidores. Ela: “Minha concorrente está com 22.000 e não sei o que, vou fazer tráfego pago.” Eu falei: “Pra quê, Juliana? Vamos fazer uma conta aqui. Quanto é seu ticket médio? Sei lá, 200 R$. Beleza. Se você vender para 10% da sua base vezes 200 R$, esse valor, você não faz isso aqui de faturamento hoje. Para que você vai? Você não trabalha nem o que você tem em casa, pô!” Não entende, não compreende? E aí eu não trago só ela como exemplo, várias pessoas que eu converso. É isso. Qual que é a sua base de clientes? Eu tenho 5.000 clientes, tenho 100.000 clientes, base limpa 80.000. Que seja. Cara, o que você faz com esses 80.000? Fica só mandando um monte de newsletter e manda um cupom geral pra todo mundo. Eu falo aqui, tipo assim, a referência que eu dou para todas as pessoas quando eu vou conversar sobre isso para eu poder explicar o poder da segmentação e o porquê fazer isso. Cara, você gosta de quando você acorda de manhã e passou o panfleteiro para deixar as ofertas do mercado na porta do portão de sua casa? Não gosta? Provavelmente você pega e rasga, guarda, coloca lá no fundo para o cachorro fazer xixi. Mas quem lê isso hoje em dia? Bom, de dez casas que colocam, uma lê, talvez. É a mesma coisa que panfletar no. Digital, pessoa mais velha. Não é essa galera. Então, pô, é a mesma coisa fazer um disparo generalista no tecnológico hoje e ser o panfleteiro. Cara, ninguém gosta do panfleteiro. Por que esse cara não criou um grupo de whatsapp com 30 caras que compra pra caramba dele e fala assim: “Galera, vamos fazer o seguinte, meu VIP agora. Todo mundo que você trouxer, seja via Member get member, seja via link, seja via qualquer coisa. Eu vou dar para vocês 100 R$. Eu coloquei vocês no grupo que eu vi que vocês são as pessoas que mais compraram esse ano com a gente. Eu estou mandando um presente para vocês na casa de vocês.” Quem não gosta de receber um presente? E aí não está nem atrelada a venda, está atrelada a relacionamento. E olha isso de novo. E olha como isso tem uma conexão brutal com a comunidade. E aí a gente pode olhar para comunidades do e-commerce no geral, mas as comunidades que o e-commerce tem, e aí não é uma questão de pode, é uma questão de tem. Porque toda loja hoje, quando a gente olha para o quesito de CRM, olha para o quesito de base. Toda loja tem uma base. Trabalhar ela ou não é uma escolha, mas toda loja tem uma base. E aí a pessoa fala: “Não, eu não tenho base.” Eu falei: “Cara, você tem base, porque para o cliente comprar de ti, ele precisa se cadastrar em algum lugar, então você tem isso. Se você usa, se você não usa.” Ou a não ser que esteja em marketplace. Mas aí a galera não entende. Mas é importante falar isso, mas infelizmente. É construir no terreno da sogra. Você tá, para deixar claro, tá? De forma bem leiga, você tá deixando o dado do seu cliente, que é a coisa mais importante, para quem? Para um terceiro. E você paga um percentual da venda que você faz o seu produto para esse cara. Isso é o um marketplace. Ele vai trazer o tráfego, mas ele fica com o dado e você paga por isso. E o dia que ele decidir que você não é mais importante. A casa dele é a casa dele. Pô, eu falo isso porque eu já tive consultado no meu que faturava 200.000 semana no Mercado Livre do dia para noite. No final de semana bloquearam a conta dele. Ele tinha operação, ele tinha funcionário, ele tinha compra porque já era uma alta rotatividade. Mercado Livre foi lá e baniu ele. E eu não sou contra Mercado Livre. Eu também não sou super a favor, acho que é complementar, mas sempre construa sua casa no seu terreno. Exato. Então tenha mais. Traga esses clientes de alguma forma para o seu site ou para o seu relacionamento.
Edvaldo Firme: E aí é muito sobre a estratégia de fazer. Eu costumo dizer, pô, teve casos já e talvez você já deva ter presenciado coisas assim da pessoa que tem um bom produto e ela quer abrir o e-commerce. Só que ela quer entrar, mas segura. Ela não tem um rotativo ainda. Eu falo para todo mundo, fala: “Cara, vende no marketplace, valida lá o produto. Você tem certeza que ele é muito bom?” Validar no marketplace faz do marketplace um levante de dinheiro para tu construir, para tu construir o teu negócio. A primeira moeda que pingou foi lá do outro lado. Pingou daqui, põe lá do outro lado, porque assim que o teu site estiver pronto, na hora que você fizer o envio do produto, coloca um adesivinho do teu site, porque a pessoa. Um bônus de primeira compra. Bônus de. Pacote. Porque a pessoa entende. E aí, vamos lá ver se eu tô falando alguma besteira. E a pessoa quando ela vai comprar o produto, eu vou comprar esse copo aqui, eu vou lá, pesquiso no Google copo de vidro bonito. Muito provavelmente quem vai aparecer em primeiro, segundo e terceiro lugar é algum marketplace que tá com a torneira de dinheiro aberta para fazer tráfego pago e aparecer nesse primeiro lugar. Se eu compro esse copo super bonito do Mercado Livre, né? Ele chega na minha casa sem na sacola preta, no saco de lixo. Chega o copo sem identificação nenhuma. Eu vou olhar e falar: “Bonito, né? Comprei no Mercado Livre.” A partir do momento que dentro desse copo vier um folheto, porque a experiência de compra é essa, você pode fazer o que você quiser, a hora que você toca no produto, a primeira vez. Essa é a tal da experiência de compra. Tudo que você tem conectado ao produto naquele momento faz parte. Então, se tiver um panfletinho com um biscoitinho, uma bala, obrigado pela compra. Visite nosso site, porque custo que isso tem para o lojista? Pô, imprime um monte de recortes num rascunho de. Biscoitinho da sorte. Biscoitinho da sorte e manda pro cara. Ele vai ficar feliz. Por quê? Porque as pessoas não fazem isso? Porque elas não conseguem entender que é preciso criar essa conexão. E que a gente tem um desafio hoje dos marketplaces. E aí, falando agora em defesa do marketplace. A experiência de compra é sensacional. O Mercado Livre. A Amazon, você compra hoje e chega hoje. Cara, não tem como ir assim. É difícil. Nos seus grandes big players, literalmente conseguem fazer uma experiência tão bacana. E aí entra essa questão da personalização, da entrega, que é importante. Mas eu acho que a gente tem que se preocupar muito com o que está vindo, com as pessoas e como eu estou tratando essas pessoas, como eu trato literalmente os leads e como eu me conecto com esses caras.
Cesar Martins: Por exemplo, se você for ver meu Instagram, eu tenho poucas pessoas, acho que tem umas 3.500. 90% do e-commerce, 90% do nosso mercado. É o teu mundo. Ali, os gerentes de e-commerce, os donos das empresas, os fornecedores que são donos e esses caras que interagem comigo. Só que eu sei hoje quem tá viajando, quem teve filho, quem não sei o quê. Então você tem um CRM mental, né? Literalmente. Eu sei de quem é aniversário. Hoje é aniversário do Ed, meu amigo. Parabéns Ed, meu irmão da Consult E-commerce. E cara, são coisas que são informações privilegiadas que você tem que você não sabe utilizar. Imagina, eu mandei feliz aniversário para o Ed no grupo e outra pessoa mandou também. Então imagina, ele está sendo exposto para 1.000 pessoas do nosso mercado que sabem que é aniversário dele hoje. Então ele já. Ganhou. Você já tem uma régua de relacionamento ali dentro. Então imagina isso no e-commerce que a gente está falando de novo, do e-mail de e-mail, do WhatsApp, de cashback e coisas do tipo, entendeu?
Edvaldo Firme: Eu tenho uma percepção de que no Brasil, principalmente, vamos trazer o boom da pandemia. Porque é isso. Infelizmente, momentos difíceis criam boas oportunidades. Tinha muita gente que estava meio perdido, sem saber o que fazer. A pandemia acabou atrapalhando a vida de muita gente. A gente sabe disso, mas ela também deu muita luz para aquela pessoa que estava meio sem rumo e falou: “Não. Agora, nesse meio tempo eu vou aprender, por exemplo, dropshipping.” E aí, pô, não sou a pessoa que fala mal do drop. Nunca fiz, nem quero. Mas não, não acho ruim porque as pessoas têm que começar de algum lugar. E o problema principal dentro da nossa comunidade é que tudo parece a mesma coisa. Fazer drop parece com fazer marketplace, que parece com ter a loja própria e que parece também com vender no marketplace do Facebook. Óbvio. Para quem? Para quem não tem conhecimento nenhum. E a minha régua é sempre a minha família, da minha família e todo mundo da área da educação. Então todo mundo é muito bem letrado, mas nem todo mundo é muito bem da tecnologia. Para eu explicar para minha família com o que eu trabalho. A pergunta da minha avó foi: “Ah, mas você vende no Facebook?” Então? Eu: “Putz, eu preciso arrumar um jeito de explicar para minha avó com o que eu trabalho.” E aí eu fico imaginando para você que lida com milhões e milhões de pessoas, porque a gente sabe que você pode lidar com uma empresa, dentro da empresa tem uma pessoa que é tua fonte de contato. Só que ao mesmo tempo, essa pessoa tem uma fila de outras pessoas atrás de você, atrás dela. Então você acaba lidando com muita gente. Como fazer de um assunto técnico e às vezes complicado, algo mais prático e mais fácil de ser absorvido por quem está chegando e não parecer um bobo? Para quem já está no mercado há muito tempo e parecer que a gente está falando com um bebê. Você tem uma técnica para isso, algo que você pensa ou de novo? E no e no flow?
Cesar Martins: Cara, eu acho que o que me diferencia hoje, falando de mim, tá? E aí? Até antes de falar disso que você falou, importante para os meus filhos, eu sou um cara famoso porque eu sempre tô no YouTube, tô em podcast e eu sempre tô em evento. Para minha mãe, eu sou o cara do evento, a minha avó nem sabe o que eu faço e minha família também não sabe o que eu faço. Minha vó, minha avó cria, ela que aceita que eu trabalho no Facebook. A galera que me vê de fora acha que eu sou rico porque eu sempre tô em evento, tô comendo em lugar bom, tô em lugar legal. Fui pra Fórmula 1 esse sábado, né? Quando teve ali. O evento da Heineken. Não, não fui com a Heineken. Eu fui. Não fui a convite de um amigo meu, que é um piloto da Stock Car. E aí ele me conseguiu dois ingressos lá no camarote. Foi bem legal e conheci gente lá dentro. Levei um amigo comigo. Mas cara, como que eu faço para trazer essa galera? Eu tento ser primeiro autêntico e explicar as coisas. Eu não sou de romantizar nada, não é uma coisa fácil, não é uma coisa simples. O que é ruim é ruim, o que é bom é bom e existe o meio. E você citou aqui a pandemia. Na pandemia foi um divisor de águas e eu acho que foi o que estragou o LinkedIn, na minha opinião, porque.
Edvaldo Firme: Por verdade, eu não tinha feito essa comparação.
Cesar Martins: Porque você não estava mais na sua empresa, logo eu tinha que falar com você pelo LinkedIn. Agora imagina 1 milhão de empresas falando com você pelo LinkedIn. Cara, tem gente que só manda mensagem automatizada achando que vai converter e não converte. Estragaram a rede social e o LinkedIn para mim hoje é ruim porque você vê muito conteúdo, já jabás, são coisa nossa. Eu brinco. Eu brinco que o LinkedIn virou a Disney. Cara, é muito e tinha um propósito legal, mas acho que perdeu um pouco a mão por causa da academia e por causa do algoritmo também. Então, o que que eu tento fazer para essa galera que está entrando é direcionar e eu direciono assim. Cara, se quer entender de mídia paga. Eu acho que esse cara é bom, esse cara é bom, esse cara é bom, esse curso é legal, então eu tento indicar boas pessoas de curso, eu tenho as minhas pessoas referência para cada tema. Então se eu tenho alguma dúvida de CRM, já falei com o Luizão, já falei com caras que são concorrentes de vocês, com o Lucas, da Flow, já falei que eu não sei quem, porque são pessoas, são conhecimentos que agregam para mim. Eu sou um cara que tô ali absorvendo conhecimento, então CRM para você é uma coisa, para outro pode ser outra coisa. Eu vou pegar os dois e entender que o que. Encaixa para você. Mídia paga. Cara, eu trabalhei no Google dois anos com isso, quando o CPC era 0,03 €. Então o cara vem falar para mim de, na minha época era Adwords, não era, nem.
Edvaldo Firme: Era. Eu também o meu primeiro. O que me fez mudar de área foi entrar num estágio de de e-commerce. A pessoa gostou de mim porque eu tinha um perfil de nerd que gostava de tecnologia. Até hoje eu lembro da pergunta. “Já trabalhou com marketing digital?” Hoje em dia, se alguém me pergunta é porque está querendo vender um curso. Há 13, 12 anos atrás o cara tava de fato me dando uma oportunidade e eu tirei o meu primeiro certificado de Google no Google Open Day e foi em Adwords e painéis eletrônicos.
Cesar Martins: Olha como nós tá velho. César, pelo amor de Deus!
Edvaldo Firme: Era até em preto e branco. Não. Tinha nem cores, oito bits. Mas então o que acontece?
Cesar Martins: Eu tento pegar referências e criar minha própria referência. Então tem um cara que é muito bom naquilo, mas ele falta isso que o outro completa. Então, para mim são sempre pessoas e conhecer o máximo de pessoas, daquele, daquele movimento, sabe? Pô, posso citar vários nomes de caras aqui que eu admiro pra caramba, pô! De marketplaces tem o Ricardo Santana. Para mim é uma grande referência. O Bruninho, da Hot, também de mídia paga. Diego Santana. Cara, tem muitos caras assim, que para mim são caras que eu tenho um contato próximo. Eu vejo o cara trabalhando, eu vejo que ele faz, o que ele está construindo e para mim faz sentido trazer ele para o meu dia a dia, indicar ou falar sobre cursos e algumas coisas, porque também da mesma forma que ele pulverizou tecnologia, pulverizou os caras de curso. Então você vê um monte de louco lá dando o curso de coisa que ele nem sabe o que tá falando. Por quê? Porque ele entra no ChatGPT, cria um curso de mídia paga para falar e ele nem sabe o que é. Ele vai lá e posta e vende aquilo.
Edvaldo Firme: Cara, isso é uma brincadeira que eu ouço muito meus amigos fazendo. Eu venho de uma galera, todo mundo do rock, hardcore e tal, e tem um brother nosso que a gente já achava engraçado que no nosso tempo de molecada ele fazia curso de pastor. O que que esse cara ganhou com o curso e com as aventuras da vida dele? Ele é uma pessoa com uma oratória eloquente. Tão, mas tão, mas tão penetrante, que a gente já fez o teste. Eu um dia de zoeira assim, eu e meus amigos, a gente tem um estoque de loucura, não ele. Ele fez a escolinha dominical lá, mas pulou fora. Um dia de zoeira. Eu falei: “Cara, eu tenho certeza que você venderia gelo para esquimó aí.” A gente fica nessas brincadeiras e, pô, ele trabalha com Google. De vez em quando, recebe lá aqueles gift card de dez, 20 R$ para você colocar em qualquer coisa. Eu falei: “Mano, vamos gravar um vídeo de você vendendo paleta mexicana, só que não vai ter paleta, vai ser só você falando e dá o seu melhor.” A gente foi lá, gravou o vídeo, ele fez eu subir uma campanha no Google só de zoeira com os 20 R$ que eu tinha lá. Em três dias ele recebeu cinco ligações querendo comprar um pacote de no mínimo dez paletas mexicanas. Por que eu tô trazendo essa história? Porque eu acho que qualquer um com eloquência e conhecimento mínimo prévio. E são técnicas. Ele consegue te empurrar. O grande problema é, e aí a gente conecta de novo nos gurus e conecta em comunidade e conecta com tecnologia. O problema não está em você cair no conto do guru, não está mesmo. Porque quem Quem é brasileiro nunca caiu num golpe, tá vivendo errado no Brasil, né? Quem é brasileiro nunca caiu num golpe, tá vivendo errado no Brasil. O problema é você. E aí é a parte que me dói, é você não saber que você caiu no golpe. E quando a gente fala de tecnologia é muito complicado, porque o conhecimento é. Não vou dizer que ele é difícil de acessar, mas ele é tão amplo que muita gente não sabe por onde ir. E aí eu venho com a promessa do discurso vazio e raso, falando que é prático e rápido e que do dia para noite você vai se tornar um milionário. É só comprar o meu curso.
Cesar Martins: A pessoa. Vai. Mas o brasileiro gosta da coisa fácil, né? Ninguém gosta de trabalhar e de botar a cabecinha pra pensar. Pois é, aí os caras que são os gurus que botam a cabeça. Qual é a diferença de um grupo? Um cara bom, o guru vai lá, ele vai lá e faz. O cara bom não expõe nada. O cara é bom, o cara é low profile. Geralmente é um cara que não se expõe. O guru vai lá e dá a cara a tapa. Ele não tem nada a perder, ele já não tem nada. Faz sentido. Essa é a diferença do cara que faz e do cara que não faz. Não adianta nada eu ser o melhor no que eu faço e se. No meu. Canto ninguém sabe disso. Até por isso eu acho que conecta um pouco no que a gente falou sobre pessoas que entram, entravam em empresas lá atrás e faziam carreira, né? Pô, eu trabalho nessa empresa há 32 anos, comecei como fulano e fui. E fui e fui e fui. Hoje em dia a gente nem tem mais espaço pra isso, né, cara? As pessoas estão esperando que o primeiro emprego delas seja um emprego do milionário e elas não se dão mais ao. Elas não se dão mais ao trabalho de entender que para tudo tem uma jornada. Eu lembro que eu, esse amigo que eu conheci, que eu falei para você no backstage, que é meu advogado hoje, ele fazia estágio de direito, a gente fez cursinho junto, ele ganhava 700 R$ por mês, 800 R$. Na época, eu trabalhando em shopping, ganhava 5.000 R$. Você acha que eu ia parar pra fazer faculdade pra ganhar 700? Escolhas. Então, hoje a galera quer entrar no trabalho e literalmente quer ganhar rios de dinheiro e não entrega nada, não quer fazer nada. Eu sou um cara totalmente contra o home office, 100% contra. Não deixa ninguém ouvir. Eu sou sincera, porque você perde duas coisas importantes, dá processo e controle. E eu não generalizo. Tem gente que atua muito bem em casa, uma mãe ou até um pai que está com os filhos. No meu caso, legal estar em casa, cuidar da família e tal e paralelo a isso desenvolver um trabalho, mas ali tem muita coisa que tira nosso foco e nossa atenção. Então imagina no seu trabalho, você tem só seu celular. Na sua casa, além de você ter seus filhos. Às vezes você tem sua esposa ou marido, você tem seu videogame, você tem sua hora de almoço, você pode dormir a tarde. Se você não tiver demanda no trabalho, você não vai dormir na sua cadeira. Vai arrumar alguma coisa pra fazer. Entendeu? E outro, seu chefe está no seu ouvido te cobrando. Demanda é diferente. No escritório eu encontro você para me ajudar a resolver uma demanda nossa ou minha. E eu preciso de você e eu tentar falar com você na sua casa e você não me atender. Então eu acho que também o home office ele flexibilizou a vagabundagem, assim, não generalizando, que fique claro, tem muita gente que atua bem em home office. Eu sou a favor ali do híbrido, porém eu prefiro o presencial. Eu. Por quê? Porque você está respirando o ambiente. Eu estava na CRM Bônus, estava atuando na CRM Bônus, era 100% presencial. Eles abriram o híbrido uma vez por semana, entre terça, quarta e quinta. Um home office. Mas qual era a vantagem? Cara, eu ia em todos os andares, eu conversava com todas as pessoas, eu tirava todas as dúvidas que eu tinha, ficava em todos os treinamentos. Quem é um cara de CS, que é o cara mais top de CS? Ah, e o Cris. Vai lá falar com o Chris. Quem é o cara? De quem é o melhor? BDR aqui? Pô, é o Marcelão. Vai lá, sentava do lado do Marcelão. Marcelão, quem você tá falando aí que eu posso te ajudar? Ele vinha com a lista. Eu já tinha as listas, aqui, ó. Fala com esses caras. Já tava ali. Era prático e prático e pronto. Eu gosto disso, mas aí eu respeito quem tem as suas necessidades. Hoje eu sou o defensor do híbrido consciente. Tipo, hoje a gente tem uma flexibilidade de, no mínimo, duas vezes por semana a gente vai ao escritório, mas se precisar ir mais, a gente vai mais. E aí eu falo isso porque o meu trabalho já é híbrido. Eu vou para o escritório, mas eu vou para evento, eu tô aqui, mas eu tô lá. Então eu sinto e eu concordo com você que é importante esse respirar, o ambiente. Pô, eu só sou o profissional que eu sou hoje, porque até a academia chegar eu tenho, pô, oito anos de trabalho in loco, só respirando e vivendo. E mais do que isso, resolvendo o problema, que eu acho que isso é uma outra coisa que muito lojista, muito dono de e-commerce, não tem mais paciência, cara, principalmente quando entra. E aí eu sou um defensor. Mas entra o fator agência, porque quando a gente fala de responsáveis por e-commerce que terceirizam a operação, para mim ele não é dono. Ele é o cara que paga a conta. Porque se ele fosse dono. E aí eu acho que isso é uma percepção que todo mundo. Não sei se você concorda, mas deveria ter. O dono é aquele que domina, aquele que domina. Não só o dominar, de ter o controle, mas aquele que domina, que tem o domínio. Você sabe do seu site? Sei. Qual que é a paleta de cor do seu site? Eu sei que é uma pergunta super técnica, mas se o cara não puder falar que pelo menos é um laranja, ele sabe. Entendeu? Pô, você vai fazer alguma coisa de Black Friday? Ah, tem que ver com a agência. Pô, para mim esse cara não é mais dono. Ele já está terceirizando, é óbvio. Tem muita gente capaz no mercado, mas se ele não aprender com essas pessoas. Mas porque ele entrou numa cadeira que não era dele e quem está lá com ele não ensinou o que ele tinha que aprender.
Edvaldo Firme: Total. Esse é o ponto. Muitas vezes a gente culpa também quem está na cadeira e não consegue entregar, mas se olha, o cara que tá acima dele é um cara pior que ele, que também não teve treinamento do cara acima. Então a gente fala muito sobre entrega de resultado. Nem sempre o melhor vendedor é o melhor líder.
Cesar Martins: Pois isso aí eu já vi acontecer. De. Perto. Nem todo mundo que vende pra caramba vai conseguir gerenciar pessoas e vender pra caramba ainda. Eu consegui fazer essas pessoas vender pra caramba e vestir a camisa do time pra ela. E eu vi muito isso, principalmente a agência e a gente falando ali do trabalho home office híbrido. A galera perde o braço, perde a mão ali no sentido de, dar um exemplo. Uma vez eu tava, trabalhava numa agência e um cliente me mandou uma foto de um cara que tava na casa dele no home office e tava no notebook do lado, tinha uma caixinha de Heineken. Ele falou: “Hoje o trabalho vai até tarde.” Aí o cara virou pra mim e falou assim: “Por isso que minhas campanhas não estão vendendo, porque o cara tá trabalhando bêbado.” Eu ia falar o quê pro cara. Quebrar, né? Nossa, de quebra. Eu não tô falando que o menino estava bêbado ou nada, mas o cara segui ele no Instagram e viu. E aí, vou falar o quê pro cara? Pelo menos ele me mostrou quem bebe escondido, quem fica louco escondido e vai trabalhar, ou quem dorme até tarde porque não tem reunião cedo. Você não tem o controle do processo, entendeu? Então vou dar um exemplo pra você. Me fala hoje uma empresa que você tem que falar o que você fez no seu dia a dia. Então, por exemplo, eu cheguei na empresa hoje, fiz 20 ligações pela manhã, mandei tantos e-mail. A primeira coisa que eu faço, eu sento na minha cadeira, olho meus e-mails do dia anterior. Beleza, vou ver se o CRM do dia anterior está completo, blá blá blá. Pô, mandei os e-mails, respondi os e-mails e começa a ter reuniões, reuniões a partir das dez ou não, eu separo até as dez, 11 para resolver tudo isso e do dia anterior. E a partir da tarde eu começo a fazer ligações. Eu tenho que fazer no mínimo 20 ligações por dia, porque a cada 20 eu converto dois, desses dois, um na semana da dez e aí dos dez eu converto dois em três meses, que é a nossa curva de fechamento. Que empresa que tem hoje? Se fala que tem, tá mentindo, porque assim, até tem, mas quem não segue? Porque o cara que tá acima não segue o processo e o cara que tá acima desse também não segue o processo e não segue o processo. Então as vezes é muito processo que não tá nem desenhado. Isso que eu tô falando não tem nem desenhado. Pô, você pega a esteira comercial das empresas, não tem nem isso desenhado, o cara nem sabe o que ele tá fazendo. Aí você contrata o vendedor e o cara tem que prospectar. O cara tem que mandar e-mail, mandar LinkedIn, fazer marketing pessoal, fazer tudo e o cara não vende e ele é contratado pra vender. E aí? Aí eu concordo muito que nessa hora a tecnologia ela empilha, igual a gente falou. Empilha-se tanta tecnologia que o core do que o cara tinha que fazer, que era vender, ele não consegue mais. Exatamente. Exatamente isso. Então é esse o desafio, entendeu? Do cara literalmente entender o que tem que ser feito e como tem que ser desenvolvido dentro de um processo estipulado. Esse processo tem que ser seguido e cobrado e não é feito assim hoje, a não ser em Big Techs. Tá, Big Techs literalmente. Nem eu posso falar porque eu trabalhei na Oracle e lá era chato, minucioso, com os horários, com esse tipo de coisa. Tem flexibilidade em todo lugar, tem, e eu acho que é importante ter. Mas o que eu penso sobre flexibilidade importante é aí pessoas e perfis. Cara, não adianta você querer colocar o lateral para jogar no ataque ou na zaga. Ele é lateral. O negócio dele é correr, voltar e cruzar a bola. Então você tem que entender primeiro a posição de cada pessoa na comunidade. Eu tenho isso. Quem eu posso contar para mandar conteúdo? Quem eu posso contar para fazer não sei o que? Quem eu posso contar para abrir porta pro podcast? Quem eu posso contar pra abrir porta pra palco? Eu sei quem são essas pessoas hoje, a gente sabe quem são essas pessoas no nosso time. Hoje essa pessoa está no lugar que ela queria. Você já conversou com essa pessoa? Onde ela quer estar daqui cinco anos? Qual que é a ambição dela? Tem muita gente que, isso é uma outra parada que é muito complicada. As pessoas hoje elas estão muito preocupadas com o imediatismo e eu não vejo problema nenhum, porque todo mundo quer estar vivo até amanhã, mas está todo mundo tão correndo atrás do próprio rabo que ninguém consegue parar e olhar. Pô, eu tô fazendo esse trabalho aqui agora porque daqui cinco anos eu quero chegar nesse lugar ou eu quero fazer isso ou eu quero estar nessa posição. Até mesmo quando a gente fala de empreendedores, o cara olha para o e-commerce dele e ele olha muitas vezes e fala: “Hum, daqui cinco anos eu quero faturar mais.” Mas mais quanto? O quê? Como você quer faturar mais? Abrindo outra loja? Porque agora você já aprendeu o caminho das pedras? Você vai abrir um outro negócio ou tu vai fazer uma ampliação ou tu vai começar agora a vender produto próprio? Como, né? E aí eu acho muito engraçado, porque viralizou um tempo atrás. Você deve ter visto a tal daquela, aquele corte do Pablo Marçal que as pessoas iam fazer a pergunta pra ele. Ele perguntava: “Não, não quero saber. É o como e o como e o.” E eu acho que isso é o mais importante e o como, como? E aí você pergunta: “Como pessoas como ele têm o engajamento que ele tem?” Porque tem gente que ama e tem gente que odeia. E é um cara que eu admiro pela forma que ele faz conteúdo. O cara é excepcional no que ele faz. O resultado do cara é. Inegável, é inegável. Tem o que falar. Quem gosta, gosta, quem não gosta, não gosta, mas gosta. Tá tudo certo. Você vai acabar vendo o cara na sua rede social, mesmo não gostando dele. Vai ver se eu dei. O cara é igual Bolsonaro e Lula e por aí vai. Coisas religiosas. Vou dar um exemplo que não acontece mais, mas é importante trazer. A gente está falando de coisas que aconteceram antigamente, falando de Pablo Marçal. Todo dia uma pessoa postava aquela “Café com Deus Pai”, tô lendo “Café com Deus Pai”. Colocava o cafezinho do lado do livro. Todo tipo de coisa que eu olho e falo assim: “Tá bom.” É o tipo de conteúdo que eu, César, não consumo. Tá tranquilo. Mas. Não tem a ver com as minhas crenças. Mas você vê de dez pessoas, oito. Aí você tem a hype das igrejas que o pessoal fica indo naquela Lagoinha, Alphaville, agora. A igreja da Parede preta. Aí os caras abriram a área VIP na na igreja. E de novo, é sobre pessoas. Pessoas que conduzem pessoas e voltam no começo da conversa, pessoas que influenciam e pessoas que são influenciadas. Eu não sou influenciável. Eu Eu tenho as minhas crenças. Eu fui influenciável, influenciado em algumas coisas que são benéficas para mim. Vou dar o exemplo. Não que quem lê “Café com Deus Pai” ou vai na igreja seja errado. É uma influência ruim. Cada um com a sua crença, com o que acha que é melhor para si. Estou falando de mim agora. Mas aí eu vou até fazer um comparativo só para a gente avaliar que é problema nenhum em fazer. Mas por que você está replicando isso? Porque você, pô, e aquilo. Você quer sentar na tua casa, tomar um café e ler um livro que traz uma mensagem benéfica para ti, que dá. Ora, continue. Eu vou ser a pessoa que vai aplaudir todos os dias, mas eu vou aplaudir porque você me diz que fez. Eu não preciso mostrar o que tá fazendo todo dia numa rede social. É outra coisa, né? E eu aprendi uma coisa muito importante. Eu tô correndo faz um tempo e uma pessoa ia falar literalmente disso. Eu fui influenciado pelo CMO da Marabraz, que é o Beto, que é um amigo meu, que eu sou apaixonado por ele, sabe disso e ele me influenciou a começar a correr. E eu aprendi uma lição muito importante: a corrida não mente. O que é a corrida? Não mente. Você não vai conseguir postar que você faz cinco km. Se você não. Faz 30 minutos. Se você não correr, seu corpo não vai aguentar, irmão, você vai quebrar. Eu corri 21 km com ele no sábado, agora, no domingo agora, e fizemos em duas horas e nove, uns quebradinhos. A minha meta era fazer mais de duas horas. Foi minha primeira meia maratona, cara. Saí do Parque do Povo, fui até Interlagos e voltei correndo com ele. Um cara de 64 anos. Então assim, eu com 35, ele com 64, a gente no mesmo ritmo. Só o que aconteceu ali. Quando eu falo da corrida, não mente, o tempo, ele é rei também. É só você olhar para cinco anos atrás. Quem quer os gurus? Quem são os gurus? Hoje, cinco anos atrás, seis anos atrás, não existia Pablo Marçal, não existia várias pessoas. Agora a pergunta é: quem são os caras? Como vim daqui cinco anos? Exato. E quem está aprendendo? A gente está consumindo. A gente só consome conteúdo ruim. Cara, isso é um fato. Olha quem a gente segue. Olha quem são os influenciadores hoje. O influenciador que não conquistou nada. E quando a gente fala não custa nada. Eu posso dar o exemplo da Virgínia, o que ela fez, o que vende pra caramba. É só você pegar o histórico da Pink ali, como que ela faz as coisas, não entrega produto, um monte de reclamação, um monte de coisa. Nada contra o Pink, mas eu tô falando de várias marcas, várias pessoas que fazem esse tipo de engajamento, que. É aí. Que ganha dinheiro nas costas. E entra muito no na persona da marca e não necessariamente na marca em si, né?
Edvaldo Firme: Exatamente.
Cesar Martins: Então, tem um monte de gente querendo saber da vida dos outros, querendo seguir essas pessoas que não são referência em nada. Quem as pessoas seguiam nos anos 80, 90? Quem era referência? Pô, a gente ouvia falar de política, a gente ouvia falar de física, de um monte de outros assuntos que literalmente somavam para nós.
Edvaldo Firme: Para mim, eu acho que uma referência muito legal pra gente, que é um pouquinho mais velho, não vamos ficar se colocando como velhão também, mas, pô, e eu tenho a impressão de que até é um ponto muito engraçado. Até os livros de quando a gente era um pouco mais novo ali da década de dez, né? Ali, de 2010 para trás, os livros eram mais importantes e eles não tinham tanto essa conexão com a rede, com a rede social. Então você lia um livro porque você gostava do livro, porque você queria o conhecimento que estava composto ali no livro. E o Carl Sagan para mim fez isso muito bem. Quando ele consegue transformar o Cosmos, que era uma parada super densa e chata num programa super legal e ele vira uma baita de uma referência. Cadê o próximo Carl Sagan? Cara, não tem. Sabe, Serjão, o Serjão entendeu? E pô, também adoro o Serjão, mas.
Cesar Martins: Mas olha que louco, né? Mas é. O tipo. De conteúdo. E tipo, por exemplo. Onde a gente pára para olhar, tipo, tem esses influenciadores, eles são tão famosos quanto o sei lá quem da casa de aposta. Pô, eu sei que tem para cada dez influenciador de casas de apostas tem um influenciador legal fazendo um conteúdo legal que tem um décimo da visualização que esse cara tem. Então é aquela balança muito horrível, né? É difícil. E é de novo, né? Massa de manobra. Então é complicado falar sobre isso, porque eu, como pai, me preocupo muito sobre quem influencia meus filhos. Então eu tento ser a referência máxima em tudo. Eu nunca vou poder cobrar do meu filho de fazer uma atividade que eu não faço, de tocar um instrumento se eu não toco, de ler um livro, se eu não leio, de aprender inglês, se eu não sei falar em inglês, como eu vou cobrar isso dele? A referência educacional lá dentro de casa sou eu. Sou pós graduado, eu fiz faculdade, então para os meus filhos a referência máxima vai ser eu. Pode não utilizar, claro que ele vai ter influências externas, mas hoje quem direciona, por enquanto, aos 12 ou 15 anos sou eu. Então tenho que tomar decisões bem sábias nesse momento. Para poder fazer com que o caminho dele seja mais legal.
Edvaldo Firme: Exatamente. Eu acho que isso é uma. É um bom ponto. E aí a gente pode fazer um resumo da nossa conversa, porque o que você acabou de me dizer se conecta pra caramba com isso. Para conectar tecnologia com pessoas. Primeiro a gente precisa entender quem são essas pessoas e quais são essas tecnologias. Entender se essas coisas convergem, porque não vai faltar tecnologia para quem precisa de tecnologia. Mas também as pessoas precisam entender e ver se fazem sentido aquela tecnologia. E tudo isso se conecta ainda mais e melhor quando a gente tem especialistas focados em entregar um bom resultado. E aí é o exemplo que você acabou de dizer. Como é que você, César, seria capaz de indicar boas ferramentas se você já não tivesse tido contato com essas pessoas? Como é que você vai educar bem os seus filhos se você também não teve essas experiências? Então o humano na parte tecnológica, ele se conecta exatamente para ser o crivo da verdade, né? A gente consegue entender que só é bom ou só é ruim se eu souber avaliar. Para mim o que é bom e o que é ruim. E eu posso contar com a ajuda de comunidades e fazer parte de lugares e buscar conhecimentos para que eu possa sozinho muitas vezes tirar essa conclusão. Porque o César vai falar para mim que o iPhone 17 Pro Max agora é o melhor. Eu vou olhar e falar: “Putz, mas eu acho que o 16 ainda compensa mais.” A sua visão não está validada, mas quanto mais gente eu tenho de referência a minha volta numa comunidade saudável e segura, porque tem isso também. O que não vai faltar por aí? A comunidade de todo tipo, o ser humano, é um um animal comunitário em clãs, em comunidades, então vai acontecer com certa frequência. Mas aí eu queria aproveitar para a gente fechar esse papo e agradecer a sua presença. Perguntar para você: “Mas e aí, qual que é a cereja do bolo para quando a gente consegue finalmente juntar pessoas e tecnologia?” Porque a gente falou sobre como fazer e o porquê fazer e se faz sentido. Mas para você, o que que é o mais legal de quando você vê o resultado prático de uma ação que você participou, de uma sugestão ou até mesmo quando você acompanha de longe e fala: “Putz, eu sabia que a hora que fulano e fulano se conhecessem ia ia dar jogo.” Você tem um case desse para compartilhar com a gente, cara.
Cesar Martins: Cara, tem o case até de relacionamento. Olha aí que massa. De amigos solteiros que eu apresentei, de amigos que casaram. E eu não vou entrar no mérito da tecnologia, vou entrar no mérito das pessoas. Eu acho que o que falta hoje a gente fazer um pós legal, o que que é o pós legal? Então, por exemplo, eu usei a tecnologia como intermediário e eu conheci você. Só que eu conheci você, não vamos colocar. Conheci você num evento no E-commerce Brasil da vida. O que eu fiz depois disso? Eu sigo você nas redes sociais, eu sigo você no LinkedIn, eu interajo com você, eu converso com você. Eu peguei seu WhatsApp para trocar ideia com você sobre qualquer tema em comum que a gente tenha. Vou dar um exemplo, pô. Vi que você gosta de vinho. Eu faço evento de vinho direto com a galera a cada bimestre. Quer conhecer uma galera nova do mercado? Tá no meio e tal. Vou te apresentar para as pessoas. A galera não faz isso, então eu acho que ainda falta esse tino de de de gerar oportunidade após ser apresentado. Não adianta nada eu te apresentar dez pessoas. Se eu não vou. Se você não conversa com as pessoas. Pô, é a mesma coisa de eu gerar dez leads para você. Você não entrar em contato com os caras pra trocar ideia. Eles tem interesse em CRM, sim. Então eu até falei isso para um amigo meu. Cara, alimenta as conexões que eu te apresento de alguma forma. Chama o cara no whats. Eu já fiz a ponte. Você já trocou ideia com o cara? Você tava no evento com o cara. É só ir lá, você vai direto nos eventos do Cesinha, puxa um assunto nada a ver. É tipo assim. Você foi no último X. Vou te dar um exemplo de um cara que eu abordei uma vez. Eu queria vender para um cara e eu não tinha o cara no Instagram em rede social nenhuma. Eu tinha visto ele no evento. Como ele era um japonês, eu sabia o nome dele. Achei ele no LinkedIn com o nome dele. Eu peguei ele no Instagram, que foi um pouco mais fácil pelo sobrenome, e eu vi que ele tinha ido para o Chile. Sabe o que eu fiz? Eu chamei ele no WhatsApp, no WhatsApp. Não, desculpa. Eu chamei ele no LinkedIn e falei: “Fala, meu irmão, beleza, pô, pessoa digital, que eu vi que ele tinha em comum.” LinkedIn apresentou a gente lá no fórum, a gente bateu um papo, ele falou com 1 milhão de pessoas no fórum e eu nem lembrar de mim. Ótimo. E eu não falei com ele. Pô, a gente até falou da sua viagem no Chile, não sei o quê. Vamos trocar uma ideia, vamos trocar uma ideia que a gente falou. O cara fala: “Pô, eu falei da minha viagem do Chile, eu não adicionei ele no Instagram.” Eu vi, você só viu. Eu dei a sorte de ser aberto, tá? Claro que tem fatores. Aí eu vi e falei isso pro cara. Vendi para o cara. Pô, olha. Faça o caminho, faça o caminho, entenda, pega o nome do cara, procura o cara no LinkedIn, procura o cara no Instagram. Pô, a galera hoje tem Instagram aberto, olha o Instagram do cara, procura notícias sobre o cara. Se for um cara muito high level e vai entender o que esse cara faz. Pô, vi que você saiu na Forbes falando sobre tal tema. A gente até conversou sobre isso. Você nem conversou, mete o louco! Tem um livro que vou escrever chamado “A Arte de meter o Louco”. Nossa, me ajuda, me chama, me chama que eu te ajudo porque eu sou bom. Mas é literalmente isso, pô. E criar oportunidade onde não se tem, você tem que criar oportunidade. Imagina se eu te apresentei um cara e vem? Cara, isso já acontece direto. Eu fico puto com isso, vamos supor. Você vira para mim e fala assim: “Cara, eu quero vender para Nike.” Vou dar um exemplo. E eu conheço a diretora da Nike. Vou falar de uma marca que eu conheço, a diretora. Eu conheço a Carol da Vita. Beleza. E ela era da Stanley, ela era diretora da Stanley Vita. Agora vamos supor que a Carol gosta de treinar e gosta de andar de bike. Eu vou falar para você, a Carol, sei lá, tem filho, ela gosta de vinho, ela gosta de treinar. Cara, eu já falei três coisas sobre a Carol. Não vá falar sobre edrone, vá falar sobre coisas que ela faz. E aí qualquer vendedor, vendedor burro pode falar burro porque o cara é burro mesmo. O cara que é inteligente, ele vai chegar e falar assim: “Pô, Carol, você falou que você gosta de vinho. Você já foi no evento de vinho? O que ele faz? É legal mesmo.” Pô, nunca fui. Pô, vamos marcar de ir com ele no próximo. Acabou? Ela vai te responder. É uma coisa que ela tem interesse. Pô, Carol, vi que você era do Rio, mudou para tal lugar? Tenho família aí ou estou querendo mudar para uma cidade do interior? Você me aconselha? Está curtindo? Vai falar com você. Ela não vai ser grossa a ponto de não te responder porque você tem um pezinho comum. Conectou os dois. Então saiba usar essa conexão. Não seja burro de querer só vender para o cara, se relacionar com a pessoa antes, cara. E quando eu falo burro, é burro mesmo, não é? Não é uma coisa que. Não. É, não é, cara, é. Muito burro. Matemática de cara. Porque todo mundo que as pessoas me apresentam, não importa para minha empresa que ele está e o cargo que ele está. Porque eu já vi pessoas que eram analistas, que hoje são gerentes de e-commerce numa empresa muito top e o cara também, que já foi de e-commerce numa marca menor e tem marca maior ou tem marca maior, foi para marca menor. E está performando. Roda, gira a roda, gira, irmão. Então assim, a gente tem que entender que, então, quem são as pessoas e acompanhar essas pessoas. É que nem eu falei. Tem pessoas que eu conheço que já trocou de empresa dez vezes e o cara é excepcional no que ele faz. E ele tá ali conectado contigo. Exato. Eu tenho acesso ao cara, o acesso é o mais difícil hoje. Se alguém te gerou esse acesso, aproveite o acesso. O acesso é a coisa mais difícil hoje que você precisa ter, que aquilo. Quantas pessoas eu estou das pessoas que eu quero conhecer? Eu sou uma pessoa do Neymar, que é um cara que eu gosto porque eu sou santista, o meu amigo é sócio dele. Eu sou uma pessoa do Felipe Titto, que é um Shark Tank, que um amigo meu é sócio dele. Eu sou uma pessoa de, sei lá, de outra pessoa famosa do Belo, duas pessoas do Thiaguinho, que era da Exaltação. Então são pessoas que eu admiro, que são famosas. Mas que. Só a pessoas deles. A quantas pessoas vocês estão, das pessoas que vocês querem conhecer? Faz isso. Boa, anota. Quem conhece esse cara que daqui vem pra cá e que vem pra cá, vai, vai ligando. De algum modo você vai achar. Vai chegar, pô! E chega nisso, entendeu? E aí é até um paralelo legal, porque você para mim deu a, deu a letra, não tem outro jeito de dizer, deu a letra do que as pessoas deveriam fazer, não só no âmbito pessoal, mas assim, vamos, vamos extrapolar e colocar para quem está ouvindo o edroneCast e pensar da mesma maneira para dentro do teu e-commerce. Cara, a pessoa ela já te deu o contato dela. Imagina que numa troca comercial, a partir do momento que ela fala: “Ok, toma aqui meu e-mail mais precioso.” Ela te deu o e-mail, paizão. Pronto. Pronto. Se for no seu site, telefone, vem todas as informações e o que a pessoa consumiu. Sabe o que eu fazia no shopping? Um último exemplo breve: você comprou uma calça jeans. Você tá procurando calça. Pra quê? Puta, vou sair com a minha namorada. A gente vai comemorar, sei lá. Já sei. Tem namorada? Não. Irmão. Deu certo. A calça ficou legal com o look que você usar. Foi legal? Onde você foi jantar com ela? Você jantou aonde? Tem tal lugar? Pô, é legal. Quero levar minha namorada lá. Já conectou com o cara. Quando ele for na loja, ele vai comprar com você. É simples, velho. Não tem muito segredo, né? Parece besta, mas é muito mais simples do que ficar criando ferramentas para automatizar. Se o cara não faz o básico, quer saber se relacionar, que é exatamente o que você falou. Pô, eu tenho que entender. Então, pô, comprei no e-commerce, o cara comprou uma calça, você tem um time de pós venda. Tudo bem que, dependendo da volumetria, é difícil fazer isso, é um custo a mais, mas já já ligou pro cara. “Cara, eu vi que você comprou uma calça com a gente faz uma semana. Você já usou? Deu certo o tamanho? Você tá com algum desafio? A gente está ligando só para ver se está tudo bem com você.” Era para você? A calça era. Ah, não era um presente, pô! Você viu se a pessoa gostou? Você sabe se ela tem interesse em trocar? Tô aqui para ajudar você nesse processo. Irmão, quem faz isso hoje? Me fala uma marca que faz isso hoje. Cara, eu vou falar para você que tem uma marca que faz isso, mas ela faz por e-mail porque ela usa a automação da edrone. Mas ainda assim eu compreendo perfeitamente que ainda falta o toque humano. Mas você concorda que se o cara ligar para você e falar assim: “Tô aqui pra te ajudar. Vi que você comprou uma calça nossa, tô ligando só para ver se deu tudo certo.” Aí você vai falar: “Puta, não custa mais.” Se eu tiver que fazer isso vezes 1.000 pedidos, 2.000 pedidos. Mas eu garanto para você que a fidelização desse cara vai ser bem maior. E aí você garante. Literalmente a gente trazendo um atendimento humano de novo. Porque hoje, quando você quer resolver um problema é muito chato, porque assim, a IA tá para facilitar. Mas ela também complica muito, porque às vezes era só falar com o cara do telefone e falar assim: “Meu irmão, não tô achando o botão pra comprar, tá com erro no site.” Você não consegue porque aí ela tá automatizada, tem regra específica, você não consegue sair daquela quadradinho dele. Sabe, eu fui fazer uma recarga no meu celular hoje. A Tim mudou pro WhatsApp, cara. Era só entrar no chat e falar assim: “fazer recarga”, só. Era lindo. Agora ele joga pro WhatsApp e vem um monte de coisa. Não tem um botão específico de fazer recarga. Ele transformou um processo que era simples, numa coisa complexa, ridícula. E é isso que acho que grande parte das pessoas, e eu acho que dá pra ficar como recado final da nossa conversa, que é isso que as pessoas não entendem sobre tecnologia. E aí foi o que eu falei sobre a tecnologia ser uma ferramenta. As pessoas não entendem que processos fáceis não são fáceis só para quem está fazendo. É fácil para quem está do outro lado. Então, qual é o que é mais fácil? É mais fácil eu ficar quebrando a cabeça ou eu mandar um e-mail para a pessoa perguntando: “Você ficou com alguma dúvida?” É mais fácil eu mandar o e-mail ou eu ligar, pô! Dependendo da sua atividade. Você não é o prático para mim. Lembre se disso.
Edvaldo Firme: Exatamente.
Cesar Martins: Então, às vezes, para você, um chatbot é ótimo. Para minha avó não é, para o meu tio, não é. Quem tem que testar é o usuário final, não é quem trabalha na empresa. Isso é o mais importante. Falando de UX, é a nossa experiência. Porque quando a gente entende que é, aí eu falo que muitas vezes o problema tá atrás da tela, né? Tá, tá. Tem o hardware do software e o humano é humano e ali é onde o B.O. acontece. Então, pô, uma vez que você entende como, o porquê, o como fazer, pô. E aí, como eu disse, o dono que domina ele conhece o próprio cliente. Então ele vai, vai vir alguém e vai falar: “Cara, e se a gente colocasse um pop up girando, dando estrelinha e brilhando com um cupom de 70%?” O dono da loja, ele tem que ser capaz de olhar e falar assim: “Meu público não vai gostar.” Ou: “É exatamente isso que o meu povo.” Faz um NPS com o público pra entender se é isso que eles querem, que nem pesquisa de NPS a galera. Mais esquece. Aí o povo já se perdeu, entendeu?
Edvaldo Firme: Mas Cesinha. Cara, muito obrigado por o papo. Eu acredito que a gente conseguiu mostrar para as pessoas que por trás da tecnologia tem gente e tem gente legal como a gente, disposto a principalmente ajudar as pessoas. Então, pô. O recado que eu gostaria de deixar para todo mundo é: siga o Cesinha, siga E-commerce House, faça parte desse movimento. Por quê? Porque não tem como perder. Num ambiente de vencedores, é o que eu costumo dizer para todo mundo. E todo mundo que busca por conhecimento está vencendo. Então, não tem como você ser um perdedor em um grupo de vencedores. Busque conhecimento, busque se aprimorar, busque testar coisas. E aí fica o chamado para todo mundo. Quem quiser usar a ferramenta da edrone de graça, é só clicar no link aqui em baixo. Você pode começar no plano gratuito, não tem custo nenhum. E não é trial, não, é teste agora e depois veja e use de graça. O único limitante é os disparos que você vai ter mensalmente, mas isso é para que você cresça junto com a ferramenta e de novo, para ter a curva de aprendizado. Então Cesinha, muito obrigado, cara. Dá o recado final para o pessoal de casa.
Cesar Martins: Bom galera, se eu posso deixar alguma frase final, independente de crença e religião, para mim abençoada é quem serve seu próximo. Então sempre seja uma pessoa que abre a porta e gera oportunidade para outras pessoas. É o que eu tento fazer no E-commerce House, na minha vida. E é isso que eu quero deixar de legado para os meus filhos. Minhas redes sociais: @e-commerce_underline_house. Estou super à disposição para ajudar todo mundo. É um trabalho colaborativo junto com a edrone e obrigado pelo tempo e disposição e pelo espaço também pelo papo. Foi massa. Cara, que eu puder ajudar não sendo dinheiro. Tamo junto.
Edvaldo Firme: Comigo. E pra você que ficou até o final desse episódio, muito obrigado! Não esquece de deixar o like, compartilhar com aquele amigo que tá precisando fazer parte da comunidade do e-commerce. E claro, a gente se vê no próximo episódio e tchau, tchau. Boa.
Sobre o apresentador
Edvaldo Firme
Apaixonado por marketing digital há mais de 12 anos! Especializado em SEO e copywriting, ajudo empresas a melhorar sua visibilidade online e gerar conversões.