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O poder da comunidade no crescimento de mulheres no e-commerce

Convidado: Carolina Moreno - CEO e Fundadora do projeto Mulheres no E-commerce

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Neste episódio

Por que as mulheres empreendem: o retrato social e corporativo

O papel do ecossistema e do senso de pertencimento

Acesso e curadoria: transformando oportunidades em realidade

Comunidade como o “novo SEO” do mercado digital

Venda contextual vs. Venda transacional

O poder do Storytelling e a gestão de dados no e-commerce

Assista ao trigésimo quarto episódio do edroneCast no YouTube!


Edvaldo Firme: Olá, pessoal de casa! Sejam todos muito bem-vindos a mais um episódio aqui do edroneCast. Eu sou Edvaldo Firme, especialista em comunicação digital aqui na edrone e hoje eu tenho o prazer de receber não só uma das pessoas mais influentes no cenário de e-commerce brasileiro, mas como uma das mulheres que está à frente da expansão não só do mercado de e-commerce, como nas mulheres no e-commerce. Então, é um prazer receber. Seja bem-vinda, Carol Moreno. Tudo bom?

{Carolina Moreno}: Muito obrigada, Ed. Estou muito feliz de estar aqui. É uma honra. Espero poder compartilhar algumas coisas e também aprender com vocês, porque eu sou muito fã da edrone, né? Você sabe disso. Que massa.

Edvaldo Firme: E se você já leu aqui o título de hoje, você sabe que o nosso papo vai ser exatamente sobre empoderamento e, claro, empreendedores. E empreendedoras, principalmente. Carol, eu queria aproveitar para te fazer uma provocação e a gente abrir essa conversa de um modo bem amplo. Porque o mercado de e-commerce não para de crescer. No Brasil, hoje, a gente tem menos de 40% do mercado de varejo digitalizado. Então, tem muita coisa ainda para começar a crescer. E a gente sabe que o cenário brasileiro é aquele onde muita gente começa sozinho. E, principalmente, mulheres começam sozinhas. E aí, eu queria entender um pouco mais na sua visão e na visão do programa de Mulheres no E-commerce, como esse processo acontece e como o Mulheres no E-commerce e, talvez, a edrone possa ajudar essas mulheres.

{Carolina Moreno}: Maravilha! Eu vou dar um passo atrás antes de responder essa pergunta, começando com a resposta de por que as mulheres começam a empreender, em muitos casos. Primeiro que a mulher já tem um papel na sociedade de ela ser mulher, mãe, dona de casa. Então, ela já tem, por default, vamos dizer assim, um papel muito sobrecarregado. E aí, quando isso vai para o mundo corporativo, não estou nem falando aqui de camadas sociais e questões raciais. Eu não estou falando nem disso, tá? É só do mundo corporativo. Eu só estou falando do mundo corporativo e mulheres. Porque, se a gente começar a ir para outras camadas, o buraco é muito mais embaixo. Mas, quando a gente fala do mundo corporativo, o mundo corporativo é mega desafiador para a mulher. Principalmente, a mulher que quer ser mãe, para a mulher que quer construir família. Então, muitas vezes, a mulher se vê nessa dualidade de escolher. Eu quero seguir o mundo corporativo ou vou ser mãe e constituir família? E aí, lógico que tem essas nuances também, né? Da mulher que ela acaba ficando mais, às vezes, num papel mais domesticado, ou ela quer estar nesse papel, ou ela acaba precisando estar, porque, às vezes, ela não tem apoio paterno. Então, vai ser muito comum. E aí, o mundo do empreendedorismo acaba sendo uma ótima alternativa para uma mulher, quando ou ela vira mãe, e aí ela fica descartável para o mercado corporativo, ou quando ela chega a uma certa idade, que a gente chama de economia prateada, quando a mulher chega ali nos seus 40, 50 anos. Ou quando ela é uma mulher negra e ela tem dificuldade de crescer no mundo corporativo também. Então, assim, muitas das vezes, tem muitas pessoas, óbvio, que elas empreendem por escolha porque elas gostam, porque elas nasceram para aquilo, né? E acho que a gente, às vezes, também tem muito sentimento, né? De, ah, eu nasci para empreender.

Edvaldo Firme: O brasileiro, em média, ele é bom de empreender, né?

{Carolina Moreno}: Exato. Mas se a gente for pegar um retrato social e econômico do Brasil, a maioria dos brasileiros, como é que é a vida? Você vai lá, estuda, faz o colégio, faz faculdade. Quando você vai para a faculdade, você precisa trabalhar. Você não tem um padrinho, uma madrinha, ou você… A maioria das famílias brasileiras não tem um capital para poder falar, ah, vai lá, filha, vai lá, filho, empreende, eu te dou um dinheiro para você, se dedica a isso. Não, a maioria tem que ir para o CLT. E aí é ali que começam essas camuflagens, né? Essas dificuldades. Então, acho que a gente tem que começar pensando, assim, o primeiro ponto é, se eu parto desse princípio que a mulher já está vindo de um outro mercado que provavelmente não acolheu ela, então ela vai para o mercado do empreendedorismo. E o Mulheres no E-Commerce, apesar de ele ser um projeto para mulheres empreendedoras, ele também é um projeto para mulheres executivas, mas ali é onde a gente cria um ecossistema para que essa mulher empreendedora, ela consiga ser acolhida, receber mentoria, ela estar num grupo que ela se sente pertencente, que ela veja outras mulheres e esteja com outras mulheres que têm a mesma dor que ela tem. Então, isso tudo gera para essa mulher uma camada de apoio. Fora isso, outra coisa que a gente ajuda é dando acesso para essas mulheres. Ontem mesmo eu estava num evento chamado CMO Summit, que é um dos principais eventos de marketing do Brasil, onde tem os maiores ídolos de marketing no Brasil. E nós tivemos uma parceria, a gente sorteou alguns ingressos via Mulheres no E-Commerce, para mulheres poderem ir. E uma dessas mulheres que foi sorteada, eu preciso ver aí, né? Que, assim, as coisas… A gente faz tudo muito no trabalho automático, automatizado ali, mas é sobre pessoas que a gente está falando sempre. E aí uma mulher, ela me procurou no evento, ela estava me procurando muito no evento, ela me encontrou, já estava indo embora, ela me encontrou com os olhos marejados, com uma sacola, chegou e falou assim, Carol, eu estava te procurando porque eu vim aqui te agradecer, porque, primeiro de tudo, eu sou mãe, sou mãe solo, estava desempregada, consegui emprego através do projeto e eu fui sorteada para vir nesse evento e eu estou muito feliz de poder estar aqui, de estar empregada e eu vim te agradecer. Eu comprei um presente para você, é um presente simples, mas está aqui, eu estou te dando esse presente porque quero te agradecer e veio chorando, enfim. Então, é muito sobre acesso também, sabe? Então, se a gente pode dar oportunidade de emprego, oportunidade para ir em eventos, eventos grandes, eventos que, muitas vezes, mulheres não poderiam ter, né? Então, essa é uma das coisas que hoje o Mulheres no E-Commerce faz pelas mulheres e isso tudo muito num formato de ecossistema.

Edvaldo Firme: Perfeito e eu acho extremamente valioso ouvir tudo isso porque o grande X da questão quando a gente fala sobre tecnologia, principalmente, é que as pessoas se desconectam de que tecnologia só é tecnologia e só funciona como tecnologia porque nas duas pontas tem pessoas e aí a gente tem que abastecer sempre a ideia de que, independente do sexo, orientação, etnia, as pessoas são pessoas e elas têm todos esses desafios e por tudo que você está me explicando até agora, o que eu mais concordo é a parte de acesso, porque a tecnologia, nesse momento, principalmente, nesse momento que a gente vive no mundo, ela dá acesso a muita gente e o que eu gostaria de questionar é como vocês fazem essa curadoria do que é funcional ao acesso e aí eu pergunto isso de uma forma muito prática porque, assim, hoje todo mundo tem tanta ferramenta, tem uma IA que resolve o teu problema financeiro, tem uma IA que vai te ajudar a escrever alguma coisa, vai ter algum programa que vai fazer algo por você, mas todos esses acessos, eles precisam de uma curadoria de pessoas que realmente testaram, praticaram, validaram e fizeram aquilo fazer sentido. Como que hoje a Mulheres no E-Commerce pratica esse movimento também para poder guiar essas outras pessoas?

{Carolina Moreno}: Eu acho que a primeira coisa é criar um ecossistema forte de pessoas que você pode contar para serem os padrinhos e madrinhas dessas mulheres. Então, a gente tem hoje um time de 75 embaixadores. Eu falo que é um time porque são pessoas escolhidas a dedo, que a gente entende que são homens e mulheres e aí aqui, gente, eu falo de senso de comunidade. Eu não posso só envolver mulheres porque eu sou um projeto para mulheres. Eu preciso resolver a dor e as necessidades daquelas mulheres. E eu vou nessa jornada, a gente vai precisar dos homens também. Eu preciso que um homem, por exemplo, esteja nessa jornada para, às vezes, ele divulgar e chegar em mais mulheres no networking dele ou ele dentro de uma empresa toma uma decisão para fechar uma parceria com Mulheres no E-Commerce ou ele ajuda a gente a entrar em um grande evento. Então, eu trago o homem para perto da gente como um dos embaixadores, sim, porque eles nos ajudam a dar e criar esses acessos e há também a dar mentoria para essas mulheres. Então, vou dar um outro exemplo. Eu adoro usar casos práticos de coisas que aconteceram. Duas semanas, nós tivemos evento do Congresso Lifestyle do E-Commerce Brasil. Lá, eu tive a oportunidade de conhecer uma menina… Não, vou falar a jornada completa. Ela estava no grupo de mulheres que estavam indo para o Congresso Lifestyle. Acho que ela tem 20 e poucos anos, 21, 22. Bem novinha ela. E ela colocou assim, gente, eu fui sorteada para ir, estou muito feliz que eu vou. Mais um caso desse de acesso. E aí, ela falou assim, eu vou na hora da foto, porque a gente sempre tira uma foto com todo mundo no final, né? E ela falou, eu vou na hora da foto e tudo. Eu só queria comunicar aqui para vocês que eu estou buscando recolocação. Então, eu vou muito para o evento focado em poder conversar com algumas pessoas para poderem me dar dicas. Eu li aquilo e me comovi com aquilo. Eu falei assim, olha, me procura na hora da foto. E eu sou muito dessa, assim, né? Falei, me procura, que eu também quero ver se a pessoa tem interesse, porque se uma coisa em nove anos de projeto eu aprendi é ajudar quem quer ser ajudado. Não adianta a gente só ajudar quem precisa. Então, assim, ela foi lá, me procurou. Aí ela chegou, Carol, vim aqui te procurar, você pediu para eu te chamar. Falei, legal, me conta um pouco da sua história. Aí ela falou, passei por tal e tal empresa, adorei o pitch da menina, ela é faca na caveira, menina. Falei, essa daqui dá para…

Edvaldo Firme: Dá para subir, né?

{Carolina Moreno}: Dá para subir, dá para apostar. Aí ela, não, porque eu trabalhei com isso e isso, eu sei que eu sou nova, mas eu quero crescer e eu quero acontecer e tal. Falei, tá bom, legal. Aí eu falei, hoje é quarta, eu lembro exatamente do dia, tá? Hoje é quarta, todo mundo está me mandando mensagem hoje, quarta e quinta. Me manda mensagem na sexta, porque aí a sua mensagem vai subir…

Edvaldo Firme: Eu vou ver.

{Carolina Moreno}: E eu vou ver e eu vou lembrar do seu caso e eu vou conseguir endossar internamente para ver o que eu posso fazer dentro do meu ecossistema. Aí ela, beleza. Quando foi sexta-feira, ela me chamou. Eu falei, gostei. Ela está engajada. Ela me chamou, aí eu peguei e falei assim, ó, me passa seu currículo, me passa o LinkedIn, ela me passou tudo. Eu peguei, fui no grupo dos embaixadores e falei assim, preciso de alguns padrinhos aqui para me ajudar com essa pessoa. Ela tem esse e esse caso, ela saiu recentemente de uma empresa, ela está buscando recolocação. Pedi para ela me procurar, ela me procurou, ela teve pontualidade. Então, acho que é uma profissional que vale a pena a gente apostar e dar uma mentoria para ela. Só que eu queria que ela ouvisse a opinião de mais de um mentor. Assim, em minutos, eu tive uns 10 embaixadores me chamando, no meu privado. Que massa! Carol, quero ajudar. Consegui, selecionei três que eu sentia que tinham mais perfil para ela e ela fez a mentoria com os três. Então, assim, isso é muito um caso prático de como a gente faz essa curadoria, mas que, ao mesmo tempo, a gente também sempre está focado em o quê? Como comunidade, a gente sempre quer ajudar todo mundo, né? Só que não basta só a gente ajudar todo mundo, a gente tem que ajudar quem quer ser ajudado, porque a transformação está aí. Não adianta você me convidar para ouvir para o podcast e eu chegar na última hora e não vir. Então, é muito isso, a gente tem que ajudar, dar espaço e dar voz também para quem quer ser ajudado. Lógico que existem várias camadas que a gente precisa entender sociais em cima disso. Mas no final do dia, para eu manter uma boa curadoria também e eu ter credibilidade com essa curadoria, porque não adianta eu exigir os melhores comigo e eu chamar mulheres que aí, vai lá…

Edvaldo Firme: Não estão tão preparadas.

{Carolina Moreno}: Não estão preparadas e já aconteceu, tá, gente? Eu acho legal a gente falar esse backstage que a gente não conta no dia a dia, abrir a cozinha, que eu chamo, que é, às vezes você quer ajudar uma pessoa que ela quer aplicar golpe. Já aconteceu comigo, tá? Eu já caí em golpes de mulheres, tá? De estar numa comunidade e falar assim, eu preciso de leite, eu preciso de ajuda. Isso antes da pandemia, antes de viralizar essas coisas, porque agora a gente já está mais esperto, né? Mas de vir pedir ajuda, eu mobilizar um monte de gente e a pessoa pega o dinheiro e sumi. Já aconteceu, já passei por isso.

Edvaldo Firme: E é complicado porque você mesma disse que gosta de fazer análises de casos práticos e eu faço sempre o comparativo, que eu gosto de brincar, que é o mundo real e o mundo digital, né? Porque tudo isso que a gente está conversando até agora é exatamente um reflexo de como o comportamento humano evoluiu até hoje. Então, desde que a gente deixou de ser caçador e coletor e virou comunidade, virou sociedade, o ser humano só evoluiu porque ele tinha apoio. Ele tinha esse senso de pertencimento. E eu tenho a percepção, e aí eu gostaria dessa sua visão, de que no digital isso está cada vez mais comum. O movimento de comunidade dentro do mercado digital, dentro de lojas digitais, ele está cada vez maior. E muita gente ainda não sabe fazer essa gestão. Não sabe como cuidar das pessoas que tem dentro da casa. Sim. Como que você enxerga isso hoje, principalmente estando tão conectada com esse mercado?

{Carolina Moreno}: Eu vou ser polêmica, tá? Por favor. Eu vou dizer aqui uma coisa que profissionais já sei, por favor, não me matem, tá? Mas eu acredito muito que a comunidade é o novo SEO do mercado. Porque é ali que você gera engajamento. Não é visita, não é clique, é engajamento orgânico. Total. E esse engajamento orgânico, ele vai para outras esferas que ainda é difícil da gente traquear isso. Mas é o tal do senso de pertencimento, talvez? É o senso de pertencimento. De que aí, assim, eu posso ser uma marca de moda fast fashion grande, para não falar o nome de alguma marca, mas eu posso ser uma marca de fast fashion enorme e eu posso fazer uma campanha de Dia das Mães para uma lista fria de clientes e lançar. Ou eu posso ir numa comunidade como a B2Mami, que eu tenho o maior apreço por essa comunidade, feita pela Dani Junco, inclusive, que é uma comunidade enorme de mulheres mães, e eu fazer uma campanha com a B2Mami, onde eu não vou impactar só na venda direta, imediata. Elas vão compartilhar, um monte de mãe vai compartilhar…

Edvaldo Firme: Elas vão ter a percepção de movimento de marca.

{Carolina Moreno}: Vai ter uma percepção de movimento de marca. A comunidade pode ser desde um… Como a gente até falou nos bastidores aqui, desde um toguro da vida que gera, traz uma rede de pessoas que se identificam com o toguro, ou uma Virgínia, por exemplo. Eu gosto muito do caso da Virgínia também, apesar de as pessoas criticarem muito ela.

Edvaldo Firme: Eu acho ela uma influenciadora.

{Carolina Moreno}: Igual o Furtico Anitta e tudo. Eu acho ela genial dentro do nicho dela. Total. Ela é muito boa no que ela faz. Da mesma forma que um grande influenciador pode arrastar os seguidores, não são mais seguidores, e sim uma comunidade, a comunidade em si também, quando ela não necessariamente tem uma persona que representa ela, e sim uma causa, ela tem um micro dos influenciadores. Exato. Que eles ali… Imagina, eu tenho a Maria, eu tenho a Joana, eu tenho a Beltrana. Se cada uma tem mil seguidores e imposta, já são três pessoas que estão me dando acesso a três mil pessoas.

Edvaldo Firme: Que eu não teria como acessar…

{Carolina Moreno}: Que eu não teria como acessar.

Edvaldo Firme: De forma curada, via algoritmo de EDS, por exemplo.

{Carolina Moreno}: Exato. E eu falo que assim, qual é o maior erro das marcas, eu digo tudo isso com tranquilidade, porque o que dizem é, manda duas newsletters por semana. Mas cara, duas newsletters por semana, fria, sem conceito, sem aprender ou ensinar nada, você está literalmente panfletando digitalmente.

Edvaldo Firme: Exato, adorei esse termo, panfletar, exatamente isso.

{Carolina Moreno}: Exatamente isso.

Edvaldo Firme: Meu, aí eu faço sempre a pergunta, e eu vou fazer essa para você. Já mora em casa, terra?

{Carolina Moreno}: Eu moro em casa terra.

Edvaldo Firme: O pessoal coloca a… Na caixa de correio sempre. Na caixa de correio o programa de promoções do Caifur, do mercado que você tem perto da sua casa. Você lê? Não.

{Carolina Moreno}: Eu uso para o cachorro fazer xixi. Desculpa, gente.

Edvaldo Firme: Gente, pode parecer algo muito cômico, mas esse é exatamente o comportamento que o seu usuário frio faz com o seu e-mail.

{Carolina Moreno}: Ele deleta também, ele arquiva, ele descadastra.

Edvaldo Firme: Ele descadastra, ele coloca como spam. Porque ele fala assim, ué, o que essa marca querendo falar comigo? Ah, dá licença. Não faz o menor sentido, né? E aí, quando a gente fala, e aí entra um cliente na edrone e ele fala, ah, eu mando 2.000 letras por semana e mando e-mail. Eu falo, mas que e-mail? Que tipo de e-mail? Que jornada que você entrega? Como que a pessoa se conecta com a sua marca? E aí tem cases e cases que a gente pode trazer, mas um que eu gosto muito é um case que eu já trouxe em outros episódios de um consultado meu, que eu sempre ajudei ele no e-commerce, e ele começou a entender que o nicho dele era um nicho de pet premium. Então ele vende coisas para pet, mas de marcas premium. E ele tinha um problema muito grande de um produto que se vendia muito bem, mas ele tinha uma taxa de retorno muito grande. Por quê? Porque ele não estava comunicando corretamente como aquele produto funcionava. Então ele não comunicava para que tipo de caixão servia, como que lava, como que monta. Então a pessoa comprava, tinha uma experiência de compra ruim, e depois devolvia o produto ou algo do tipo. Isso estava gerando para ele uma quebra gigante. A gente fez uma análise e falei assim, cara, vamos fazer o seguinte, vamos segmentar o Zenaidrone. Quem está visitando esse produto? Não estou falando nem quem comprou, quem visitou? Quem visitou vai receber um e-mail de instruções sobre o produto, ensinando ele a medir o pet dele para ver se ele tem que comprar o P, M ou G. Vai ensinar qual é o processo de lavagem. Você tem algum influenciador que trabalha com você, que compra da sua marca, que consegue produzir esse vídeo? Pô, faz um vídeo e coloca no e-mail. A gente começou a criar uma trilha de comunicação.

{Carolina Moreno}: De educação, né?

Edvaldo Firme: De educação. E essa trilha de educação começou a se tornar uma comunidade interna. Porque aí as pessoas começaram, adentro dos comentários do produto, da review do produto, mostrar o animalzinho dele usando o produto. E isso foi algo que a gente elaborou para um produto que estava com defasagem e hoje se tornou uma estrutura que se divide em todo o site. Então todo o site hoje, todos os produtos que são de curva A, B e C dele, tem esse mesmo modelo de estratégia. De educar, ensinar, trazer para perto, tirar dúvidas, mostrar que aquele produto não tem mais a ver com o quanto ele custa, e sim o valor que ele tem para a comunidade que compra aquilo. Como que você enxerga isso dentro de outros cenários? Como que… E aí eu acabei de dar esse exemplo do digital, mas em que outros movimentos você entende que isso também se aplica no mundo real?

{Carolina Moreno}: Eu acho que até o que a gente está fazendo como parceria Mulheres no E-Commerce e edrone, porque eu falo que a venda hoje é contextual, ela não é mais transacional. Então não adianta mais a gente querer vender por vender, e é aquilo que a gente fala, da venda imediata. Mas, e sim, qual é a história que a gente está contando. E eu acho que o que a gente está fazendo como Mulheres no E-Commerce e edrone, as pessoas vão ver isso no decorrer do ano, a gente está contando história, a gente não está vendendo. E quando a gente conta história, é, por exemplo, a gente fazer que nem nós vamos fazer nos próximos meses, a gente já vai ter um primeiro agora, uma aula de CRM, de automação de marketing, que é a parte de educar. Sim. Antes de vender, ou educar para quem já comprou, é educar esses clientes a como eles podem usar melhor. Porque a gente deduz, e quando a gente é heavy user de alguma coisa que a gente gosta, o que a gente vende, o que a gente entende, a gente acha que o pouco que a gente sabe é muito pouco, e para muitas pessoas são muito. É muito! E eu vejo que o Mulheres no E-Commerce, como por ser uma comunidade, também traz esse senso de educar o mercado, de educar as mulheres. Quando a gente dá acesso para elas irem a alguns eventos, por exemplo, ontem aconteceu também ao mesmo tempo um evento no TikTok, em que a gente deu alguns ingressos para algumas mulheres poderem ir para falar de como criar conteúdo dentro do TikTok e tudo mais. É muito esse senso de, aos poucos, eu vou dando acesso e educando essa mulher a como é que ela vai gerir o e-commerce dela, como ela vai se comportar digitalmente, como ela vai criar conteúdo, como é que ela vai disparar e-mail marketing, como é que ela vai configurar uma plataforma de e-mail marketing, como é que ela vai usar um marketplace. Então, a gente dá esse guide para ela, esse guia para essas mulheres. A gente não precisa fazer isso como, primeiro, eu, Mulheres no E-Commerce, criar essa jornada de conteúdo. Eu posso me aliar a patrocinadores e parceiros que podem ajudar a gente a fazer isso. E, com isso, eu estou… Eu falo que é um negócio de duas pontas, né? Então, eu estou conectando aquela marca parceira a mulheres que precisam se desenvolver ou elas, com uma ferramenta, por exemplo, como a edrone, ela já ganha eficiência operacional porque ela já… Ganha tempo. Ganha tempo, tem benefício, porque, hoje, as mulheres no e-commerce… Deixa eu fazer esse marketing. As mulheres que estão no Mulheres no E-Commerce, elas recebem um benefício sobre disparo de e-mail marketing, SMS, com a edrone. Então, elas ganham benefício, acesso, são educadas a utilizar essa ferramenta e, no final dessa jornada, que não é o fim, mas é o começo dela, elas ganham eficiência operacional e financeira porque elas já começam a vender entendendo como é que elas usam a ferramenta. Exato. Então, a gente torna elas uma heavy user e, depois, é o boca a boca. Vou dar um outro exemplo. Mulheres no E-Commerce, eu vou abrir mais uma vez a cozinha aqui, até conectando com o que eu falei da questão do novo SEO ser as comunidades. No último mês, a gente teve mais de mil mulheres entrando na comunidade e eu estou falando que é um business B2B. Não é uma mulher que, sei lá, comprou um vaso e ela entrou no mulheres e-commerce. São mulheres que são empreendedoras e executivas. Que têm interesse em crescer. Então, é um nicho do nicho do nicho. No último mês, eu ter mil mulheres entrando, sendo que eu não investi um real em ads, para mim, essa é a maior prova de que a comunidade, em si, ela traz no boca a boca muitas pessoas. Total.

Edvaldo Firme: E é uma conexão que é mais uma das frases novas. Nós do marketing, eu costumo brincar que a gente tem um vocabulário só nosso. Só nosso. Cada dia tem uma palavra nova. E a da moda agora, mas que não é tão moda, que chegou para ficar, é o social commerce. E aí, quando a gente fala de social commerce, todo mundo pensa em vender nas redes sociais. Não, não, não. É o contexto de vender socialmente. É de fazer parte da vida das pessoas.

{Carolina Moreno}: E dá trabalho fazer isso. Muito. Dá trabalho. Se o pessoal acha que é um post de Instagram, tá em 1900 bolinhas.

Edvaldo Firme: E aí, entra exatamente a parte onde existem duas vias que se conectam muito bem com isso. Que é, a parte principal de social, é você tem que comunicar, você tem que estar, você tem que ser presente. Mas, como você bem disse, quanto mais nichado, mais difícil em alguns pontos, mas também mais assertivo. E a tecnologia, ela pode ajudar você a fazer essas duas coisas. Por quê? Criar comunicação hoje. Bom, a gente pode falar aqui, empilhar em dezenas de ferramentas que vão te ajudar a conversar com pessoas, a criar narrativos para essas conversas. Mas, como você vai fazer a gestão dessas conversas? Com quem que você vai ter essas conversas? E esse é o poder dos dados.

{Carolina Moreno}: Isso, isso.

Edvaldo Firme: Que as pessoas hoje não dão valor, né Carol?

{Carolina Moreno}: Exato. Para mim, conteúdo, dados e comunidade, ela é a receita. Eu não gosto de usar essa palavra receita, porque eu acho que em cada caso é um caso. Mas se você for pensar estruturalmente no mapa mental… A base do bolo. A base do bolo. A base do bolo é cada um recheia com o que quiser. Conteúdo, dados e comunidade, ele é a base para você poder fazer o novo e-commerce nesse contexto de mundo de ar. Perfeito. De informações muito rápida. Antigamente… Hoje os sites, os maiores, se você entrar, são todos iguais. Mas eles têm que ser iguais. O iFood, o Rappi, eles têm que ter a usabilidade parecida. Por quê? Porque o usuário está acostumado a consumir desse jeito. Então não é sobre o que é mais bonito, a minha identidade, a minha marca, porque a gente quer ser assim. Não. É como o seu cliente compra.

Edvaldo Firme: E aí entra, por exemplo, um comportamento de mercado, principalmente de lojistas, que eu acho muito engraçado. Eu trabalho com e-comercial há muito tempo, então eu tenho a percepção de que eu estava lá antes dos 10% na primeira compra. Eu sempre brinco. Eu estava lá antes.

{Carolina Moreno}: Eu estava lá e eu fui.

Edvaldo Firme: Eu fui e eu estava. E aí, o que as pessoas entenderam? Que virou praxe de mercado. Tem que ter 10% na primeira… Eu tenho que ter uma vantagem para comprar com você. Só que aí, qual é a parte que muita gente não pensa, Carol? No pós. Porque a aquisição está fácil. Eu tenho só que quebrar a barreira do sim ou do não. Quer comprar? Quero. Então está aqui, toma aqui seu desconto. Tchau. E depois? Porque aí entra essa cobra que come a cobra, o Ouroboros, de você vai virar refém de trazer gente nova na base do desconto. E como que você trata quem está dentro da sua comunidade? Quem já te deu esse voto? E aí a gente pode olhar para cenários de, como você disse, fast fashion super barato, que vende no rodo e talvez ele não se preocupe, de fato, em manter as pessoas ali.

{Carolina Moreno}: É, só 100% performance, zero branding, zero posicionamento.

Edvaldo Firme: Ou a gente está falando de algumas marcas que são high ticket e que elas precisam de que a comunidade faça com que ela sobreviva. Porque senão ela vai entrar no jogo do leilão e o leilão vai ficar cada vez mais caro. Isso por N fatores. E aí vai fazer o quê? É onde muita gente hoje está entendendo que é o próprio gargalo. E aí a pergunta que eu gostaria de fazer para você, para a gente estressar o pessoal de casa é e aí, qual que é a solução? Como que resolve essas coisas? Porque se de um lado a gente tem a aquisição agressiva e do outro a gente tem muita gente que precisa de comunidade mas ainda não entendeu qual que é o segredo para destravar ela? Como que a gente… Mulheres no e-commerce, edrone, tecnologia, mercado brasileiro, como que a gente pode ajudar e guiar essas pessoas na sua visão?

{Carolina Moreno}: Bom, na minha visão, acho que as pessoas para ontem, como empreendedores, como intraempreendedores, e vou falar muito para a mulher isso, porque o que eu acho que a gente também sempre tem que é criar essa conexão com mulheres para que… Eu gosto de trazer a informação para elas para que elas ganhem vantagem competitiva. Não que seja uma competição. Não é uma competição entre homens e mulheres. Mas que elas ganhem a informação para elas terem notoriedade. Porque a mulher sempre tem que fazer duas, três vezes mais para ela poder ter o mesmo espaço. Seja no mundo empreendedor, seja no mundo executivo. No empreendedor até para rodada de investimento, para ela conseguir novos fornecedores. Tem muitas questões onde a mulher ali, ela acaba ficando de lado ou de fora, se ela não se destaca mais do que ela… Do que ela já tem como… Do que ela já tem… Exato. Então, eu acho que assim, o primeiro… Ai, peraí, eu perdi um pouco o meu raciocínio.

Edvaldo Firme: Está tranquilo.

{Carolina Moreno}: Não, estava perfeita o meu raciocínio, perdi ele. Calma, vai voltar.

Edvaldo Firme: Eu acho que a parte mais normal, sabe por quê?

{Carolina Moreno}: Porque a gente consegue trazer tanta coisa… Ah, tá, lembrei. Então, o que eu gosto, que eu acho que… Como soft skill profissional, como soft skill profissional que a gente tem que precisar trazer, é começar para ontem a saber contar histórias.

Edvaldo Firme: Perfeito. E aí eu vou fazer um adendo, tá? A sua história, pessoa de casa, não vai pedir para o Chat GPT contar a sua história.

{Carolina Moreno}: Exato.

Edvaldo Firme: É você que tem que ser o dono da sua narrativa.

{Carolina Moreno}: Fazer a estrutura, né? Aquela estrutura às vezes básica, né? Qual é o problemático, quem que é o herói, qual que é a solução. Estou falando de praxe aqui, daqueles cursos mais rápidos de storytelling, mas como é que você aprende a contar a sua história e começar a ser uma contadora de histórias? Porque é isso que faz essa diferença entre a auto-aquisição, adquirir clientes e eu ter uma dor, um público de pessoas que estão aqui, e aí parece que é algo que você… É como se você jogasse um bolinho de areia e não chega nas pessoas. Porque ele se desfaz, ele se dissipa no ar. Porque você não está contando a história com o potencial que ela deveria para fazer chegar do outro lado.

Edvaldo Firme: Perfeito, perfeito.

{Carolina Moreno}: Então, acho que o ponto é… É destacar, né? E não vai ficar mais barato. Não vai ficar mais barato. E a gente tem muita ferramenta, é muito barulho ao redor, é muito fácil de se perder, é muito fácil de você investir tempo errado. Então, acho que a gente tem que saber também silenciar um pouco, saber o que você está ouvindo, fazer uma curadoria melhor daquilo que você vai aprender e falar assim, nesse meio aqui, será que não está faltando eu contar melhor essa história? Será que eu estou achando que um social commerce, como a gente falou agora, é só um post de Instagram e eu esperar que vai cair um pedido no meu site? Ou será que eu posso contar uma história melhor? Será que eu posso pegar e investir em um produto? Eu tenho 100 produtos. Eu posso pegar um produto e fazer um infoproduto dele e criar dele uma comunidade, daquele produto. Sei lá, vou dar um exemplo muito besta. Vendo pipoca e vendo milho e pessoas querem emagrecer. Eu vou usar a pipoca como… Um solucionador. Um solucionador de apetite para quem quer à tarde comer alguma coisa diferenciada. Então, é do meu interesse criar uma comunidade de pessoas que querem emagrecer. Pessoas que querem ganhar saúde. Wellness, inclusive, gente, fica a dica. O mercado de wellness, de bem-estar, está explodindo. Eu estive recentemente com uma marca…

Edvaldo Firme: Ela movimenta, atualmente, acho que 112 bilhões anual.

{Carolina Moreno}: É, e vai movimentar mais. A indústria de alimentos fast-food está desesperada. A indústria de bebidas alcoólicas, eles estão desesperados. As pessoas não estão comprando mais. Mudou o comportamento. Mudou o comportamento. Então, o que ontem era super hypado, bebê, barrada… Luxos, desse tipo. Luxo, comida. Muitos vídeos no Instagram, no TikTok, que viralizavam de pessoas comendo hambúrguer e tudo. Isso virou de um jeito, quando a pandemia… Eu acho que a pandemia foi um marco na sociedade, né? De comportamento, tanto de e-dígito, mas até comportamento humano, bem-estar. Então, hoje, as pessoas estão o quê? Tem o mundo do monjauro, hoje em dia. Nos Estados Unidos, tem cardápios que são cardápios específicos para quem toma monjauro. A pessoa chega lá, ela não vai comer um hambúrguer desse tamanho, né? De não sei quantos os que el… Esse é o ponto. Então, imagina que eu sou um business totalmente, 100% criado no fast-food e aí eu tenho anos e anos, quase centenas de anos, trabalhando com isso, e aí do nada eu tenho que virar a minha chave pra virar uma empresa de produtos saudáveis. Pensar em… Não pensar em quanto que eu vou fazer aqui esse hambúrguer ser lucrativo e produtivo, e aí eu vou ter que pensar em produtos com mais qualidade porque a pessoa não quer uma coisa mais industrializada. Então, você tem que… Você tem uma mudança de ecossistema porque você tem um ecossistema de empresas que te atendem. Você criou uma fazenda pra poder fazer aquela carne daquele jeito. Você tem um laboratório que faz um negócio que trata a carne pra ser uma carne que é feita em laboratório, praticamente. E aí, do nada, você tem que ser saudável. Isso quebra o business.

Edvaldo Firme: Exato.

{Carolina Moreno}: Então, é muito difícil você incluir no cardápio algo saudável em tão pouco tempo. Isso até mesmo eu falo pra empresa de tecnologia, é a mesma coisa. Tem muita empresa grande Big Tech, eu posso falar um pouco mais com privilégio sobre isso, mas Big Tech que estão sofrendo muito com o quesito IA, que estão tentando se reinventar, mas estão perdendo muito mercado pra empresas novas que estão vindo, que elas nascem pra trabalhar aquela necessidade que antes você levava assim, pra eu fazer isso aqui pra você, esse projeto, a Big Tech te falava, eu vou te cobrar 500 mil dólares e vou implementar em três meses. Aí vem uma tecnologia de IA nova e fala assim…

Edvaldo Firme: Eu faço em uma semana por um terço do preço.

{Carolina Moreno}: Eu faço em uma semana e aí você compra créditos generativos de 20 dólares por mês e você faz… E se você quiser dar um upgrade pra 50 dólares e te dou mais 10 mil créditos generativos.

Edvaldo Firme: Faz aí, faz aí. Depois a gente vê. Depois a gente resolve.

{Carolina Moreno}: Exato, entendeu? E aí você faz um negócio com extrema qualidade. Talvez não é a melhor governança e aí tem essa questão de segurança sim, mas não é algo que não vai ser resolvido no médio prazo, entendeu?

Edvaldo Firme: E aí é exatamente esse movimento que eu acho que é mais importante e eu acho que conecta muito em tudo que a gente falou, que é a moeda mais importante do momento que a gente vive no mercado hoje é tempo. Obrigado.

{Carolina Moreno}: Eu sabia que você ia falar isso porque a gente se conhece um pouco.

Edvaldo Firme: Mas é a moeda mais importante. E aí tanto estar bem posicionado numa comunidade onde você está disposto a ganhar tempo, porque é isso. Tem como você fazer o caminho das pedras e todo mundo consegue. Tem gente que faz o caminho das pedras e chega lá. Mas pô, não é muito melhor ter um guia não é muito melhor ter um bypass ali. E aí a edrone se conecta exatamente nessa outra ponta de assim… A edrone é um CRM com automação de marketing, inteligência artificial, all in one. Mas eu particularmente defendo sempre a ideia de que ela principalmente vai te ajudar na única coisa que não tem preço. A ganhar tempo. Porque você cria as configurações e deixa seu e-commerce trabalhando no modo automático. Isso pra quem é do mundo digital é muito importante porque aí você para de ser a mão que aperta parafuso pra ser a mente que pensa em solução. Total. Não é?

{Carolina Moreno}: Total.

Edvaldo Firme: E aí eu queria aproveitar também essa deixa pra fazer esse resumo de tudo que a gente falou pro pessoal de casa e trazer a pergunta mais importante do dia, Carol. O que que quem tá ouvindo a gente hoje tem que sair daqui com essa informação na cabeça? Qual que é a parte mais importante de tudo que a gente conversou sobre tecnologia, comunidade o avanço e principalmente de como as mulheres tem se posicionado dentro de todo esse movimento? O que você gostaria de deixar de recado pro pessoal de casa hoje?

{Carolina Moreno}: O que eu deixaria de recado é como é que você conta a sua história. Perfeito. A história do seu negócio a história do seu produto, a sua história. Porque esses playbooks é pra mim a nova jornada que vai conectar o seu produto o seu serviço com o seu consumidor final. Seja ele um B2B ou um B2C. E eu digo… E usar soluções ao redor pra elas potencializarem essa jornada e te tirar o trabalho operacional.

Edvaldo Firme: E aí eu faço um complemento, Carol, que eu acho que é muito valioso. Que é, se você sabe contar sua história, se você é um bom contador de histórias você vai saber contar bem sobre o seu produto sobre a sua jornada, você vai entender sobre a jornada das outras pessoas e aí, de novo, isso nenhuma IA te dá. Você consegue puxar dados mas o feeling, né, que é a parte humana que a gente falou tudo todo esse tempo, a gente precisa elaborar por nós mesmos. Então eu faço das palavras da Carol as minhas se especializem em ser um bom contador de histórias. Porque até na hora que você for contar uma história pro Chat GPT vai ser melhor.

{Carolina Moreno}: Exato, ele vai te dar uma resposta melhor.

Edvaldo Firme: Não é?

{Carolina Moreno}: Exato.

Edvaldo Firme: Maravilha. Carol, eu queria agradecer de verdade esse bate-papo. Eu acho que aqui a gente podia ficar mais duas, três horas.

{Carolina Moreno}: Facilmente.

Edvaldo Firme: Mas a gente vai se ver mais esse ano. Eu tenho certeza que a gente vai ter mais papo pra trocar. Vamos. Mas principalmente eu queria agradecer essa parceria que a Mulheres no E-Commerce tem feito com a edrone. Eu acho que a gente tem muita coisa pra adicionar ao mercado e deixa pro pessoal de casa onde te encontrar, como te acessar e principalmente que você gostaria de que eles estivessem aplicando já agora. Porque aqui a gente já deixou a dica que é pra aprender a contar a história. Mas vamos sair de casa, vamos sair daqui hoje com uma tarefa pra casa. Então deixa essa tarefa pro pessoal.

{Carolina Moreno}: Bom, primeiro onde vocês me encontram? Meu LinkedIn, Carolina Moreno. Meu Instagram, a.carolmoreno. Mas se vocês forem seguir mesmo, eu prefiro vocês seguirem Mulheres no E-Commerce e indicar pra que, se você é um homem, indique pra uma mulher entrar. E se você é uma mulher, indique as suas amigas pra entrarem e participar. www.mulheresnoecommerce.com.br/participe. É muito fácil, entra lá, tudo de graça e sejam muito bem-vindas à comunidade. E eu acho que quem está assistindo aqui não pode sair sem pra mim é comece a fazer, mão na massa. E que é uma dica, não é vendedora que… Eu sou muito boa vendedora modéstia a parte. Mas não é sobre isso. Quer começar a fazer, você que tem um e-commerce, já vai lá, entra no Clube de Benefício Mulheres no E-Commerce e usa o Benefício da edrone que vocês têm lá, mil disparo de e-mail marketing e 600 SMS. De graça, tá?

Edvaldo Firme: De graça. Tem esse detalhe. Carol, brigadão, foi um prazer. Pessoal de casa, a gente se vê no próximo episódio. Fiquem aí com o próximo episódio de edroneCast. Valeu, tchau, tchau. Uh!

Sobre o apresentador

Edvaldo Firme

Edvaldo Firme

Passionate about digital marketing for over 12 years! Specialized in SEO and copywriting, I help companies improve their online visibility and generate conversions.

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