Assista ao Vigésimo Sétimo episódio do edroneCast no YouTube!
Edvaldo Firme: Olá pessoal, sejam todos muito bem-vindos a mais um episódio aqui do edroneCast. Eu sou Edvaldo Firme, especialista em comunicação digital aqui na edrone, e a edrone é a mantenedora desse papo super bacana que tem como objetivo principal democratizar a educação e a informação sobre e-commerce no Brasil. E para isso, eu tenho o prazer de receber o Gabriel Avi para a gente ter um baita papo.
Edvaldo Firme: Tudo bom?
Gabriel Avi: Cara, tudo bem com você?
Edvaldo Firme: Tudo ótimo, graças a Deus. Quer se apresentar para o pessoal?
Gabriel Avi: Pode ser, por favor. Sou Gabriel Avi, sou co-fundador e Head de Parcerias da BlueSpace. A gente até acabou se conhecendo, tive a oportunidade de entrevistar vocês no Fórum. Exatamente. A gente trocou cadeiras hoje, né? E até agradecer pela experiência, porque faz dois anos que eu tenho um projeto de podcast também, mas é a primeira vez que eu estou do outro lado da mesa. Olha aí. E aí, cara.
Edvaldo Firme: Eu tenho certeza que… Bom, aí entra aquela parte que eu já dei uma pesquisada em você, a gente já trocou algumas figurinhas, mas eu trouxe você especificamente, Gabriel, porque eu acredito que o papo que a gente tem hoje é para ajudar o pessoal de casa a quebrar uma mística que é muito clássica no mercado brasileiro.
Vamos entender: hoje, ROI tem a ver com investimento em mídia, ou se você investir em mídia, está tapando um buraco enquanto não analisa de verdade o que está acontecendo ali? Eu acredito que a BlueSpace e você podem muito nos dar um norte de como analisar esses números.
Queria começar com essa pergunta: dá para ter um e-commerce focado só em ROI? Ou a gente tem que investir muito em mídia para que esse ROI venha? Ou isso é uma falsa mística e não tem uma coisa a ver com a outra?
ROI e o Investimento em Mídia: A Falsa Mística da Performance
Gabriel Avi: Cara, você já começou com uma pergunta extremamente direta. A resposta de ordem prática, assim como você perguntou de forma direta, eu vou responder de forma direta e aí elucidar a minha resposta. A resposta é: precisa-se de investimento em mídia. Não é possível você ter um e-commerce sustentável olhando somente para performance.
Vou te dizer o porquê. A BlueSpace faz retargeting. Nascemos como uma empresa de display para fazer retargeting. Contextualizando em linhas gerais, de forma extremamente simples — e não é jabá da empresa, eu só quero contextualizar porque isso elucida a minha resposta — basicamente, eu pego uma pessoa que entra num site, não compra, e trago ela de volta, certo?
Imagina que se eu faço investimento só nisso, não tem pessoas novas chegando no site. Entendeu? Por que eu trouxe esse contexto? Quando você olha para um e-commerce, é preciso que haja investimento em mídia. Aí é que a gente vai quebrar isso em funil, né? Quando a gente olha para estratégias de mídia, a gente busca sempre olhar topo, meio e fundo de funil.
Explicando isso de uma forma mais elucidada ainda:
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•Topo de funil é pegar uma pessoa que nunca entrou no teu site. Ela não conhece você. Você vai mostrar a tua marca para essa pessoa no ambiente digital com o objetivo dela entrar no teu e-commerce. Não necessariamente ela já vai comprar, não necessariamente ela quer saber mais sobre você. Alguma coisa chamou a atenção. Ela passou a te conhecer.
•A partir daquele momento, você precisa fazer alguma coisa para prender esta pessoa com você. E aí a gente fala sobre o tal do meio do funil.
•Então, o topo traz pessoas que não te conhecem. O meio do funil trabalha quem te conheceu, mas não te considera.
•E aí você joga esse cara lá para baixo, que seria o fundo do funil, seria um retargeting performance para esse cara efetivamente utilizar dinheiro com você, certo?
*Eu não tenho como fazer uma campanha, eu não tenho como colocar investimento somente na parte de baixo, porque se eu não estou fazendo investimento de marca, investimento na parte de cima, que é para ter pessoas ali, a gente não vai conseguir trazer resultado. Então, de ordem prática, sim. Precisa-se de investimento em mídia para que o ROI Performance aconteça.
O Mito dos Gurus do Tráfego e a Metodologia Analítica
Edvaldo Firme: Aí agora eu vou ser um pouco mais provocativo, para exatamente elucidar as dúvidas do público de casa e entender. E aí a gente tem que fazer uma análise mais ampla. Hoje, o que a gente tem muito no mercado é um monte de… e aí eu respeito todos… mas um monte de guru do tráfego, um monte de… não vamos ofender ninguém.
Gabriel Avi: De forma alguma.
Edvaldo Firme: Tem um monte de guru, um monte de curso, um monte de fórmula, o tráfego perfeito, o criativo perfeito. E aí a pergunta que eu gostaria de trazer é: isso é a prática de mercado? É encaixar dinheiro no Meta e esperar que a coisa funcione? Ou existe mais do que apenas abrir a torneira de dinheiro e deixar a coisa fluir?
Gabriel Avi: Eu vou te dar também uma resposta de ordem muito prática, que é dizer que, principalmente se a gente está falando com pessoas, muitas vezes microempreendedores no Brasil, são pessoas que estão tentando ganhar a vida. Acabaram de criar um e-commerce, estão ali de uma fase inicial para uma fase mediana, e eles não têm muito dinheiro para investir. Então, não é abrir a torneira, porque muitas vezes essa torneira nem existe.
Você precisa, de fato, fazer um investimento inteligente. Gurus de tráfego e por aí vai… eu não vou dar demérito para essa galera, porque dentro dessa galera existe muita gente boa. A única coisa que eu gosto de ir um pouco além nesse sentido, apenas, é que existe muito mais do que só o Meta Ads, como você trouxe, né?
A gente até costuma brincar quando a gente fala de mídia. Vamos colocar numa mesa, né? Estamos aqui, tem uma mesa, eu falo muito com agência sobre isso. “O que que você está fazendo de investimento hoje?” “Ah, eu faço o feijão com arroz.” O que que é o feijão com arroz? Google e Meta. Só que não é só isso que existe. Existe muitas outras coisas, outras ferramentas. BlueSpace, por exemplo, é um exemplo bem legal para colocar quando olha para performance. Eu agora também topo e meio. A gente tem soluções para isso.
Mas a grande questão é: existem as pessoas boas, que são os gestores de tráfego que efetivamente estudam, descobrem que existe algo além de você colocar dinheiro no Meta.
Edvaldo Firme: Existe uma… eu costumo dizer que não é uma receita de bolo, é uma metodologia. Você tem que saber olhar e interpretar o que está acontecendo. Até porque, eu, edrone, quando faço um tráfego pago, eu tenho um público-alvo X, eu tenho X de investimento para fazer. Eu tenho que transformar aquela jornada em uma maneira que, no fundo, no fundo, me traga o tal do ROI. A conta tem que ser paga lá na frente.
Não adianta eu criar uma super estratégia massa e falar para você, que é um dono de e-commerce ou dono de agência, que seguir exatamente a minha padronização vai te dar um resultado bacana. Então, eu percebo que metodologias serão aquelas que te apresentarão um modus operandi, como fazer a coisa de maneira analítica, diferente de…
…aí a gente concorda com os grandes gurus que abrem a torneira e falam: “Se você fizer um investimento de R$ 5.000, você vai vender R$ 50.000.” Talvez há dez, 11, 12 anos atrás, naquela época onde a internet era mato e o guia do Google era um painel cinza. Talvez naquela época, se você colocasse R$ 50, você ganharia R$ 500. E assim, escalável. Hoje em dia, eu tenho certeza absoluta que não é mais assim que funciona.
A Jornada de Compra e a Hipercustomização
Edvaldo Firme: E você falou bastante, e eu acho isso muito valioso, sobre o funil, certo? Eu gosto de pensar, principalmente com os estudos que a gente vem analisando, do comportamento de compra do mercado, que atualmente o comprador brasileiro precisa de seis a oito contatos dentro de uma jornada de compra para ele efetivamente se sentir confortável para ir lá e colocar dinheiro em alguma operação, seja desde comprar uma ferramenta para a loja dele ou ele comprar algo de uma loja digital.
Para você, essa jornada ela representa que para cada estágio desses contatos é necessário uma abordagem, ou dá para pensar num plano macro e ir se adaptando no caminho?
Gabriel Avi: É a primeira opção. Você precisa ter a hipercustomização. Costumo brincar sempre que se você faz uma estratégia macro, quem conversa com todo mundo não conversa com ninguém.
Isso é uma coisa muito interessante, porque nós hoje somos bombardeados por publicidade em todos os lugares. Quando você fala seis a oito, é a média que a gente costuma ver. Se você parar para pensar com tanto que existe hoje de publicidade, quando você abre um grande portal, você vai ser impactado de seis a oito vezes só na home.
Edvaldo Firme: Por marcas diferentes.
Gabriel Avi: Completamente. Então, para isso chamar a tua atenção, você precisa praticamente fazer uma comunicação de um para um.
Indo bem de forma didática, o estudo do funil e de quem você quer conversar, identificando em que etapa do funil, inclusive, essa pessoa está, é de extrema importância para você mexer numa coisa que você falou lá no começo, que é o tal do criativo. Então, não adianta rodar o mesmo criativo olhando para o cara para atrair ele, para te conhecer, para querer que ele te considere e para fazer com que ele compre.
Alguma coisa que você faz na sua primeira comunicação vai chamar a atenção dele para ele querer minimamente conhecer a marca. Então, poxa, às vezes essa marca me apresentou alguma coisa nesse criativo que é alinhado com os meus valores. Se a gente olhar para o mercado de fashion hoje, sustentabilidade, malhas sustentáveis, reutilizáveis e por aí vai. São coisas que cada vez mais a humanidade tem olhado, e as marcas de fashion têm olhado muito para a apresentação sobre isso. Se a gente está falando sobre marcas talvez de alto luxo, o foco já não é nem esse, mas sim se colocar de uma forma completamente premium.
Edvaldo Firme: Eu sempre trago essa visão porque um tempo atrás, em um papo com um amigo, eu estava falando para ele sobre o padrão que é costumeiro de ser visto em e-commerces hoje em dia, aonde vai cada uma das coisas e tudo mais. E aí ele falou: “Discordo.” Aí eu falei: “Discordo? Cara, desculpa, eu trabalho com isso há 13 anos. Como você discorda de mim?” Ele: “Abre o site da Balenciaga aí.”
Aí eu, que nunca abri o site da Balenciaga, abri. A hora que eu abri, eu falei: “Ah, tá, eu entendi o que você está me dizendo agora.” Porque é… aí eu acho que completa muito o que você disse. O site da Balenciaga é uma peça de arte. Eles fazem da loja, da loja virtual deles, algo muito próximo do que você tem como experiência na loja física.
Aí eu falei: “Ah, tá, entendi.” Então, de novo, não existe fórmula ou receita de bolo. Cada marca, cada uma das suas comunicações, ela tem que ser certeira para o público com o qual você está conversando. É mais ou menos isso.
Tráfego Pago: Custo Fixo ou Estratégia de Coleta?
Gabriel Avi: É exatamente isso. E aí, quando a gente fala sobre o criativo, é você entender que o teu criativo, ele precisa ser hipercustomizado para a etapa do funil que você está.
Edvaldo Firme: E aí, eu acho que a gente entra num ponto que é a grande sacada. A gente está falando de performance que paga a conta. A performance que paga a conta não é a performance que te dá o retorno imediato. É a performance que te dá o retorno a longo prazo.
Gabriel Avi: Exato.
Edvaldo Firme: É a performance que te dá a fidelização. É a performance que te dá o CAC zero na próxima compra. É a performance que te dá o LTV que vai te dar o retorno do investimento que você fez lá atrás.
Gabriel Avi: E aí, se a gente for falar de LTV, a gente está falando de CRM.
Edvaldo Firme: Exatamente.
Gabriel Avi: E aí, a gente está falando de edrone.
Edvaldo Firme: Exatamente. E aí, eu acho que a gente entra num ponto que é a grande sacada. Eu costumo brincar e eu fui para o Paraguai um tempo atrás, e o tráfego pago lá é o tráfego pago humano. Existem os vendedores que estão na rua, eles são os coletores. Eles te pegam pela mão e falam: “Vou te levar até a loja que tem o produto que você quer.” Tipo…
Gabriel Avi: 25 de Março.
Edvaldo Firme: Tipo 25 de Março aqui em São Paulo. “Qual é o produto que você está procurando?” “Ah, eu queria comprar um iPhone.” “Vem aqui.” E aí ele vai te levar na loja.
O tráfego pago faz exatamente a mesma coisa. Ele vai pegar um cara interessado num assunto e vai levar ele até a porta da loja. Se vai ter um vendedor lá dentro daquela loja para te receber, ou se vai ter um banner de pop-up falando para o cara se inscrever e ganhar um desconto, não desfaz daquilo numa loja, não desfaz um e-commerce de um e-commerce. Mas você percebe que você está pagando alguém para levar a pessoa até a porta da tua loja. E depois?
Quais são as estratégias que a sua loja hoje tem, ou que a loja do fulano que você admira tem, que você não está aplicando? Eu acho que isso é um pensamento que falta muito e eu queria a sua opinião.
Você consegue ver os donos, os gestores de e-commerce, olhando dessa maneira para o tráfego? Ou eles entendem que o tráfego é basicamente um custo fixo? “Eu tenho que pagar água, luz, internet, o galpão onde fica o meu material e o tráfego, porque sem ele não chega.” Você acha que o gestor ainda está um pouco travado nesse pensamento?
Gabriel Avi: O dono, o dono está, cara. Porque, cara, quando a pessoa está começando, ela… eu, no meu caso, eu era o comprador, eu desenvolvi o produto, a marca, eu falava, eu fazia post, eu precisava pagar conta. Então…
Edvaldo Firme: Você era o CNPJ, né? É o que eu brinco, é o CNPJ do CEO de MEI.
Gabriel Avi: E aí a agência vai lá e te fala assim, ó, investe R$ 3.000 por mês que eu vou fazer tudo, inclusive tráfego pago. E aí o cara fala: “Pô, R$ 3.000 é o que eu tenho para investir.” E aí ele começa a ver o tráfego como um custo fixo. Ele não vê como um investimento.
E aí, quando a gente fala de investimento, a gente está falando de retorno. E o retorno não é só o financeiro. O retorno é o conhecimento que você está adquirindo sobre o teu cliente.
Edvaldo Firme: É o dado.
Gabriel Avi: É o dado. E aí, o dado é o que vai te dar a inteligência para você fazer a hipercustomização.
O Propósito e a Performance: O Olhar Além do Dinheiro
Gabriel Avi: A gente fala muito sobre propósito. O propósito é o que te move. O propósito é o que te faz acordar de manhã e falar: “Eu vou fazer isso.” E o propósito não é só o financeiro. O propósito é o que você quer deixar de legado.
Edvaldo Firme: A referência.
Gabriel Avi: A referência. Porque se o cara que está do teu lado ele tem a clareza do propósito dele, ele vai sentir muito orgulho e muita felicidade em compartilhar isso com você. Automaticamente, você que não tem um, vai falar: “O que esse cara tem de diferente de mim? Um propósito? O que que eu preciso? Um propósito?”
Então, eu falo: primeiro, propósito. Segundo, referência. A referência é aquela que vai te levar. A gente é, sim, moldado pelo ambiente. A gente é. Não adianta. Se você só anda com pessoas que estão no teu nível ou abaixo de você, dificilmente você vai evoluir. O nome disso é zona de conforto.
“Ah, Gabriel, então eu preciso necessariamente, sempre que eu estiver num determinado nível, procurar alguém melhor do que eu?” Sim. Esteja lá. Isso não significa que você precisa abandonar as suas amizades. Isso não significa que você precisa colocar máscaras, ser humilde, etc. Não tem nada disso aqui. Cara, é simplesmente busque conviver com pessoas que te provoquem a ser melhor. E isso vai fazer com que naturalmente você esteja todos os dias se instigando a crescer.
E o que é mais legal: se as pessoas que estão com você e são esses seus amigos de verdade desde lá de trás, independente de onde eles estejam, se eles de fato são verdadeiros, eles vão crescer junto com você. E quando você vê, está todo mundo bem.
Edvaldo Firme: É isso que é um exemplo, um cara muito bacana, porque é normal a gente ouvir isso de… isso é uma coisa que me surpreendeu, que o brasileiro é que tem esse amigo de longa data. Quando eu conheci pessoas mais de fora, eles não têm esses amigos de 20 ou 30 anos, porque as pessoas vão atrás dos seus propósitos e acabam se desconectando lá fora.
No Brasil, eu acho que as pessoas se agregam muito exatamente por esse senso de familiaridade e tudo mais, e não se percebe que é necessário. Eu sou um cara que eu costumo… dos meus amigos, eu sou amigo LinkedIn. Eu falo: “Cara, você tem uma jornada de vida da hora, conta isso no LinkedIn.” O cara: “Não, pô, LinkedIn é Disneylândia.” Eu falo: “Não interessa. Cara, vai lá, se posiciona, se coloca, porque isso é o que vai te dar o próximo passo.”
Eu falo isso para todo mundo. Eu falo: “Cara, eu gosto de ser o amigo que puxa até quando eu posso. Quando eu vejo que não adianta eu puxar, tudo bem, vai continuar sendo meu amigo, vou continuar te amando. Mas brother, eu preciso alçar voos mais altos e eu vou correr com uma outra galera.”
Eu acho que tem que ter também essa, igual você disse, não precisa ser humilde, mas tem que ter essa humildade interna de olhar para as pessoas que você tem ao seu meio e falar assim: “Cara, eu te amo, eu vou estar com você para o resto da vida, mas nesse momento eu preciso correr atrás de uma outra parada.”
Sempre que eu vier aqui, a gente vai estar junto, a gente vai. Mas não dá mais para ter aquele senso de união extrema, porque senão a gente fica travado. Então, eu tento puxar. E eu acredito que pessoas como a gente sempre vão tentar puxar e agregar, mas se não dá, eu não posso deixar.
E eu acho que essa dica fica para todo mundo em casa: não deixe que um peso na sua vida de fato se torne um peso. As âncoras, porque, pô, hoje está pesado um quilo, amanhã esse um quilo virou dois, virou três, virou cinco. Quando você vê, você está afundando, porque você se deixou ficar enroscado naquela âncora, né?
Gabriel Avi: É exatamente isso. O que eu mais falo também: tudo na vida, literalmente tudo, é uma troca. A troca é 50% de cada lado. É normal em qualquer relacionamento. Às vezes você dá 80/20, 70/30. Mas o natural é 50/50, ou o saudável, né?
Mas aonde eu quero chegar com isso? Eu hoje lidero mais de 60 pessoas e eu falo muito isso para todo mundo. Eu busco criar uma conexão pessoal com todo mundo, porque eu gosto de misturar essas pessoas para elas entenderem que, independente de onde elas estejam, o que elas estejam fazendo e por aí vai, elas podem alçar voos maiores, mas elas precisam compreender o que elas estão fazendo em relação à vida delas. E não é na empresa. A empresa é um recorte da vida delas.
Elas estão em casa, elas estão na faculdade, elas estão em vários outros ambientes. Quem é você nesses outros ambientes? O que você está fazendo nesses outros ambientes? Com quem você está se relacionando nesses lugares? Todos os lugares que você frequenta, literalmente, todos eles são oportunidades para você. Você está frequentando lugares que estão te proporcionando crescer? Muitas vezes não.
Então, eu falo muito isso para as pessoas e tudo bem. Tem perfil que não se sente à vontade, mas também você tem que estar apto a poder entender que muitas vezes você não está evoluindo por conta própria, porque você está se impedindo de colocar ali. Então, eu busco trazer essas provocações para as pessoas, sabe?
Mas sobre a história dos 50/50, é porque muitas vezes a gente busca puxar as pessoas de fato, mas a gente também precisa, no nosso papel de educadores, entender o nosso limite completamente.
Edvaldo Firme: Então, isso é algo difícil quando a gente tem gosto pelo que a gente faz, né?
Gabriel Avi: Porque a gente sabe que nós somos a nossa referência de sucesso. Então, a gente sabe que por tudo que a gente faz, o sucesso existe.
Edvaldo Firme: E dá para chegar.
Gabriel Avi: E dá para chegar. E aí você está ali com o teu melhor amigo, com o teu amor da tua vida ou amigos muito próximos e falando: “Cara, vem, pelo amor de Deus, faz isso.” Só que é no tempo do cara, porque é uma outra pessoa, com outra crença, com outras verdades, outros valores, muitas vezes, e você não sabe, você não está na cabeça da pessoa. Então, a gente também precisa criar essa empatia muitas vezes. E é difícil mesmo, cara, de chegar à compreensão psicológica que todo mundo tem o seu tempo de evolução e a gente está no nosso. Às vezes, para a gente acontece mais rápido, para ele, pode acontecer. Ele pode ter mais sucesso do que a gente no futuro, inclusive.
Mas ele vai precisar passar por uma cadeia de acontecimentos que talvez proporcionem isso para ele, para uma outra realidade. A gente pode ser um pedaço do caminho dessa pessoa.
Edvaldo Firme: Pode ser a porta que estava sendo esperada, estava esperando ser aberta. Uma vez que abre, a pessoa vai passar por a gente, vai absorver o que ela precisa absorver e ela também vai seguir.
Eu acho que isso é outra experiência que as pessoas não estão mais acostumadas hoje em dia, que é a do desapego, né? Tipo, tem gente que passa na sua vida e cara, pode ser a experiência mais legal do mundo. E acabou. E está tudo bem, porque vai acontecer hoje, amanhã e outro dia e outras vezes. É comum.
Principalmente as pessoas quando elas conseguem fazer essa correlação. E aí eu vou fechar o nosso papo fazendo essa correlação: se as pessoas começam a entender que é importante trazer pessoas novas para dentro das nossas vidas, da mesma maneira que é importante trazer elas para dentro do nosso e-commerce, mas também manter as pessoas de qualidade, começa a ficar mais fácil.
Então, eu acho que dá pra gente dizer que um equilíbrio saudável está atrás de correr atrás de uma boa performance, mas sem abandonar quem, em todo esse momento, esteve do seu lado e te ajudando a crescer. Faz sentido?
Gabriel Avi: Exato. Só busca entender e assim, realmente, muito para finalizar, só busca entender o momento de cada coisa, porque isso vai determinar o quanto de esforço você vai colocar para cada um. E você não está sendo egoísta, muitas vezes, por colocar mais esforço em um do que em outro. A gente também precisa entender isso.
Edvaldo Firme: Total, Gabriel. Cara, que papo! Nossa, me tocou. Acho que a gente conseguiu, igual eu disse, trazer uma tecla SAP diferente, né? Porque se a gente for perguntar para o nosso amigão Chat GPT o que é performance, não vai passar nem perto de tudo isso que a gente falou hoje. Então, eu acredito que com esse toque mais humano a gente conseguiu deixar o pessoal de casa muito conhecimento. Então, cara, muito obrigado pelo papo.
Agradeço de verdade. O convite já está refeito. Passou aqui perto do estúdio, vem para cá, vamos bater um papo. Deixa um recado para o pessoal de casa.
E aí, pessoal, muito obrigado para todo mundo que acompanhou até agora o episódio. E claro, todas as redes, tanto da edrone quanto da BlueSpace, vão estar aqui embaixo. Então, por favor, sigam todo mundo, curtam o nosso conteúdo e, principalmente, vamos interagir e vamos criar uma trilha de sucesso junto. Perfeito! Então, por favor, deixa seu recado para o pessoal de casa.
Gabriel Avi: Antes de mais nada, agradecer vocês pela abertura. Como eu disse, eu faço isso também. Eu tenho o meu canal que se chama BlueCast. Para quem quiser seguir. Também trago conhecimentos mais humanizados sobre grandes carreiras do segmento de marketing digital, tecnologia e empreendedorismo, que são as pautas que eu busco trazer.
Mas não é para puxar jabá para mim, mas muito para dizer que eu nunca estive do outro lado. Então, foi a primeira experiência que eu tive.
Edvaldo Firme: Que tenha sido legal.
Gabriel Avi: Foi muito legal, foi uma conversa enriquecedora para mim também. Foi um papo muito bom, porque antes você me falou sobre a gente começar e falar sobre performance, sobre ROI e tudo mais, mas a maneira como a gente conduziu a conversa — e isso vai muito de como eu faço as coisas — é sempre dar contexto, porque dá a referência e, a partir da referência, a pessoa monta planos de ação.
Se a gente sai do que é o tema de fato, para poder mostrar que ele é a consequência de todo um conjunto de ações, eu acho que a gente vai para o caminho certo. E aí a mensagem é justamente essa: faça isso na sua vida.
Edvaldo Firme: Tira o seu propósito.
Gabriel Avi: Tira.
Edvaldo Firme: O stress. Olha a big picture, olha o cenário todo. Eu concordo muito com você. Encontrem o seu propósito. Uma vez que isso fizer sentido para você, seja profissionalmente, amoroso… Pô, tem gente que eu conheço e eu acho que fica aí um recado.
Tem gente que não nasceu para empreender. Tem gente que nasceu para ser o par perfeito de outra pessoa. Eu conheço gente que, cara, trabalha porque precisa, mas o sonho dela é ser o marido perfeito ou a esposa perfeita. E aí está tudo bem, é o propósito de cada um.
Então, também não tenham medo de confrontar o seu propósito, porque eu acho que isso é outra coisa que, quando a gente fala de performance, sucesso e futuro, tem gente que acredita que tudo isso está ligado a dinheiro e às vezes não está. Às vezes está ligado com satisfação pessoal, né?
Gabriel Avi: Performance é consequência, dinheiro é consequência. Se o dinheiro for o objetivo ou o propósito, você pode ter certeza, 100% de certeza, que você vai se ferrar. Anota isso. Dinheiro é consequência. Use ele para você ter outros parâmetros de sucesso. Aí o dinheiro vem.
Edvaldo Firme: Perfeito, meu querido. Muito obrigado. E para quem assistiu a gente até agora, muito obrigado. Fiquem aí e acompanhem os próximos episódios do edroneCast. Até mais e tchau, tchau.
Sobre o apresentador
Edvaldo Firme
Apaixonado por marketing digital há mais de 12 anos! Especializado em SEO e copywriting, ajudo empresas a melhorar sua visibilidade online e gerar conversões.