Neste episódio
Da CLT à maternidade: a virada para o empreendedorismo digital
O poder da comunidade Mulheres no E-commerce na jornada solo
Automação edrone: como o carrinho abandonado e a IA devolveram tempo ao dia a dia
Pertencimento e marca pessoal como diferencial no universo feminino
“Faça o melhor com o que você tem em suas mãos”: começar agora, no tempo certo
Assista ao Trigésimo Sétimo episódio do edroneCast no YouTube!
Edvaldo Firme: Olá, pessoal de casa, sejam todos muito bem-vindos a mais um episódio aqui do edroneCast. Eu sou Edvaldo Firme, especialista em comunicação digital aqui na edrone, e hoje eu tenho o prazer de receber não só uma cliente edrone, mas uma mulher que tem uma jornada para nos contar sobre como o mercado digital está avançando. Então, tenho o prazer de receber Débora Martinez. Tudo bom?
Débora Martinez: Tudo bom?
Edvaldo Firme: Seja muito bem-vinda! Apresenta-se para o pessoal de casa, por favor.
Débora Martinez: O meu nome é Débora Martinez, sou fundadora e CEO da marca Débora Martinez Semijoias.
Edvaldo Firme: Débora, eu queria aproveitar e te fazer uma pergunta muito importante: como você, uma mulher, decidiu entrar no mercado digital? E como está sendo essa aventura? Porque, querendo ou não, é uma aventura estar no mercado digital, não é mesmo?
Débora Martinez: Montanha-russa, né?
Edvaldo Firme: Todo dia uma coisa nova, um aprendizado novo, um movimento de mercado novo. E como você se posiciona? Como entende tudo isso no seu dia a dia hoje?
Débora Martinez: Eu iniciei já tem uns cinco anos. Mas tive muitos altos e baixos durante esses cinco anos. Quando eu comecei a querer empreender, eu estava em casa. Já havia trabalhado no corporativo durante dez anos, tive meus dois filhos. Quando eles eram pequenininhos, eu resolvi sair e ficar em casa para cuidar deles — aquele ambiente familiar, marido, casa, rotina. Com o tempo passando, você vai sentindo falta de voltar, mas voltar para o corporativo, para quem é mãe, tem um peso. Você fica entre a cruz e a espada. Sair de casa novamente, sair às sete da manhã, voltar quase às sete da noite… Aí eu resolvi fazer alguma coisa em casa. Na época, o Instagram já estava muito forte, o Facebook também. E eu pensei: por que não juntar a internet que eu já uso? Eu sempre amei redes sociais, sempre usei todas que iam chegando.
Edvaldo Firme: A pessoa que já está cronicamente online.
Débora Martinez: Sim. Eu falei: então por que não trazer o online e vender algo maravilhoso? Como sou muito ligada ao universo feminino, busquei algo conectado a ele. Gosto de acessórios de moda, e foram as semijoias que marcaram essa virada para começar.
Da venda nas redes ao e-commerce profissional
Edvaldo Firme: Eu queria te fazer uma pergunta mais técnica, que talvez se conecte com o pessoal de casa: como foi a tomada de decisão até a loja, de fato, estar no ar? Você que coordenou esse processo? Procurou especialistas? Como foi essa construção até falar “ok, vender online é uma opção real” e o primeiro pedido sair da loja?
Débora Martinez: A princípio foi algo mais simples. Eu não imaginei que viraria um negócio — era só comprar e vender pelas redes sociais. Quando resolvi montar realmente um e-commerce, fui procurar cursos, mentorias, busquei assessoria para montar um site, fazer o domínio, colocar tudo no ar.
Edvaldo Firme: Fazer o caminho das pedras.
Débora Martinez: Exato. E aí o negócio começa a exigir ferramentas, ou você contrata pessoas ou busca ferramentas para te auxiliar. Quem acha que é simples, está enganado. É só uma parte.
Edvaldo Firme: Talvez o pessoal de casa tenha essa percepção de “ah, vender no digital é só subir o produto e pronto”. Não é, né?
Débora Martinez: Não, não é. Você precisa tirar foto do produto, subir para o site, fazer cadastro. Precisa saber quem está entrando no seu site, buscar o cliente, porque o cliente também está ali, a todo momento, no seu site. Você tem que se comunicar com ele, usar canais de ferramenta e canais de comunicação para chegar até ele. E profissionalizar isso — esse é o difícil.
Edvaldo Firme: Você diria que conseguiu, de forma rápida, entender qual era o feijão com arroz da operação? Ou foi algo que você construiu com a sua própria maturidade? Entre a tomada de decisão de abrir a loja e o primeiro pedido, você já estava fazendo o arroz com feijão bem feito ou foi trocando o pneu com o carro em movimento?
Débora Martinez: Foi trocando o pneu com o carro em movimento. Você vai buscando ferramentas, pessoas, cursos. Algumas coisas já funcionam legal, em outras você precisa estar trabalhando todo dia para conseguir rodar.
Empreender em casa: a rotina de mãe e empresária
Edvaldo Firme: A partir do momento que isso se transforma num negócio, como fica o lado mãe, o lado mulher, que estava preocupada exatamente com isso quando resolveu empreender? A ideia era ficar mais próxima da família, continuar cuidando dos seus. E o e-commerce não te dá exatamente essa posição — você até consegue ficar em casa, mas a cabeça muitas vezes está ali na tela.
Débora Martinez: É isso mesmo. A princípio, eles sempre me apoiaram: meu marido, meus filhos. Mas eu tento dividir os pratinhos, segurando todos. Tem dia em que você acaba não se dedicando tanto ao e-commerce e tem mais problema na casa. Precisa sair para resolver essas coisas. Mas a gente consegue seguir. Sou muito feliz com o que escolhi: o e-commerce.
Edvaldo Firme: Esse poder da escolha que você traz é muito valioso, e eu queria explorá-lo um pouco mais. Você acredita que esse é um combustível para o sucesso? Não dizendo que as pessoas só precisam se esforçar ou decidir, mas você acredita que esse é o poder de mover as coisas? Acha que, sem acreditar de verdade no que está fazendo, dá para chegar no mesmo resultado?
Débora Martinez: Você precisa acreditar. Eu queria fazer algo, não queria mais ficar no marasmo, só dentro de casa. Os filhos vão crescendo — minha filha hoje já está na faculdade. Então, realmente, é primeiro o poder de escolha: o que você quer. E ali você vai construir sua jornada. Nem todos os dias são bons. Tem dias com muitas vendas, outros em que não sai nada. Mas você não pode desistir. Eu gosto desse circuito feminino, dessa comunidade. Buscar estar próxima de outras mulheres, buscar comunidades, buscar apoio também — porque empreender, dentro de casa, acaba sendo muito solitário. Cada um sai para os seus afazeres. Meu marido tem um negócio, sai de manhã, só volta à noite. Meus filhos também têm os afazeres, e muitas vezes eu fico sozinha ali na frente, tocando e tentando fazer aquilo dar certo.
O poder da comunidade: como o Mulheres no E-commerce mudou tudo
Edvaldo Firme: Você trouxe um ponto muito importante, que é comum entre nós: o poder da comunidade. Eu queria que você contasse para o pessoal de casa como chegou na edrone, porque sei que foi pelo poder da comunidade Mulheres no E-commerce. Como foi que você chegou ao Mulheres no E-commerce?
Débora Martinez: Eu nem me lembro. Não sei se foi por algum anúncio, mas chegou até mim.
Edvaldo Firme: Providência, né?
Débora Martinez: Acho que sim. Logo entrei na comunidade, nos grupos. Vi que elas se reúnem, participam de vários congressos, e eu passei a participar disso. Foi realmente um apoio que eu precisava, porque você se vê sozinha.
Edvaldo Firme: Era isso que eu ia perguntar.
Débora Martinez: Você se vê sozinha…
Edvaldo Firme: Mas aí você se vê sozinha reunida com outras pessoas que também se veem sozinhas.
Débora Martinez: Trocando ideias, ajudando, indicando. Aquilo foi essencial. Estando junto com a Karol Moreno, fundadora do grupo, existe uma vibe ali: uma apoiando a outra, indicando ferramentas. E foi aí que veio a edrone, através da parceria. A Karol anunciou essa parceria e eu logo gostei. Falei: vou testar.
O primeiro contato com a edrone: do teste à transformação
Edvaldo Firme: Você começou com o teste, entrou ali com o bônus do Mulheres no E-commerce para usar a ferramenta gratuitamente. Como foi essa experiência? Porque é importante notificar que você é uma pessoa que está aprendendo no processo. Toda vez que cai uma ferramenta nova no colo, é um processo de adaptação — desde montar o site, fazer o cadastro. “Pô, colocaram uma ferramenta nova, calma aí, eu tenho estrutura para isso? Vai se adaptar no meu dia?” Acredito que você foi testando outras coisas no meio desse processo também.
Débora Martinez: Sim. Já testei outros CRMs, outras ferramentas, e acabou não dando certo. Muitas vezes têm um custo muito elevado — acredito que sirvam para e-commerces que já têm um faturamento muito alto. Enfim, não deu certo para mim. Eu desistia. Quando veio a edrone, com o cupom, fiz o login, a senha, e já comecei no dashboard, dando uma olhada. Logo depois veio o webinar, que ensinou o passo a passo para colocar sua identidade visual e tudo mais. Quando terminou, naquela mesma noite…
Edvaldo Firme: Você já estava disparando.
Débora Martinez: Já estava disparando, já colocando identidade, fazendo os cadastros, já sincronizei com meu site.
Edvaldo Firme: Que ótimo.
Débora Martinez: É ótimo. No dashboard, você já começa a ver quem está entrando.
Edvaldo Firme: Você vê quem está entrando.
Débora Martinez: Quem coloca no carrinho, dispara e-mail, quem colocou no carrinho e abandonou — em poucas horas já está mandando um e-mail.
Edvaldo Firme: Automático.
Débora Martinez: Automático. Tudo no automático. De manhã, na hora que eu sento para dar uma olhada, já vejo quem entrou no site, quem clicou, quem colocou no carrinho, as mensagens.
Edvaldo Firme: Quem colocou e saiu.
Débora Martinez: Quem saiu, quem se inscreveu para receber a newsletter. Abriu um leque que eu não conseguia ver no meu site. Ajudou muito.
Automação que devolve tempo: o ganho real no dia a dia
Edvaldo Firme: Isso se conecta com o quesito de praticidade. Mas, como a gente estava falando sobre você se sentir sozinha, e como é sozinha gerenciar uma ferramenta que, no fim das contas, daqui a pouco já está gerando sozinha. Você foi lá, fez algumas configurações, e agora o e-mail, por exemplo, já é uma preocupação a menos. Aquilo já está trabalhando por você. Com esse tempo que sobra, o que você começou a praticar dentro do seu dia? Quais outras coisas começou a explorar?
Débora Martinez: Você consegue se dedicar mais à parte comercial. Aprender a fazer ações de venda, trabalhar a parte de redes sociais para aparecer mais — foto, vídeo. Realmente otimizou o tempo. Os e-mails, os stories, você consegue ver tudo. Quando alguém acessa, você visualiza. Aquele produto que as pessoas estão olhando muito — a Riviera, por exemplo — começa a aparecer na tela. Então você consegue levar para as redes sociais aquela Riviera, mostrando num vídeo.
Edvaldo Firme: Acaba virando um painel de conexões.
Débora Martinez: Isso. Eu sei o que eles estão olhando.
Edvaldo Firme: Fica mais fácil saber.
Débora Martinez: Você não fica cega. Até para as redes sociais: o que vou postar hoje? O que vou mostrar hoje? Com a edrone, consigo ver o que as pessoas estão vendo.
Funcionalidades que viraram chave: carrinho abandonado, lançamentos e mais
Edvaldo Firme: Vou te fazer uma pergunta mais técnica sobre a ferramenta. O que você viu lá que te fez pensar “cara, como eu não estava usando isso antes”?
Débora Martinez: Tem um monte de coisa. O carrinho abandonado, por exemplo.
Edvaldo Firme: O padrão é ótimo, o abandonado.
Débora Martinez: Mensagem de lançamento.
Edvaldo Firme: Lançamento é muito bom.
Débora Martinez: Lançamento. Se acabou e voltou para o estoque, avisa também.
Edvaldo Firme: Querendo ou não, o e-commerce é uma extensão do varejo tradicional. Não tem experiência pior do que sair de casa para comprar um produto e chegar lá e ele ter acabado. Não tem experiência pior do que entrar num site para comprar um produto e ele ter acabado. Pensando nisso, em trazer de volta… “Opa, acabou, mas já que você visitou enquanto estava acabado, toma aqui uma mensagem avisando que voltou.” É uma maneira inteligente de trabalhar em cima do gatilho que o cliente tem.
Débora Martinez: O cliente comprou, amanhã ele já recebe uma mensagem: “Seja bem-vindo, você acabou de fazer uma compra”.
Edvaldo Firme: Torna-se parte da sua comunidade.
Débora Martinez: Era algo que, no dia a dia, passava batido.
Edvaldo Firme: E levaria muito tempo para fazer tudo isso manualmente.
Débora Martinez: Esse monte de mensagem de boas-vindas, para quem se inscreveu, com cupom de desconto depois. Era algo que não era feito. Com isso, você consegue ter o cliente desde o momento em que ele entra, desde o momento em que ele compra.
Edvaldo Firme: Tem todo o pós-venda também.
Débora Martinez: Pós-venda, tudo, desde o início até o pós.
Edvaldo Firme: Dentro dessa experiência, você já teve algum cliente que comprou mais de uma vez com você porque foi impactado pelas comunicações que você passou a fazer?
Débora Martinez: Já, já tenho. Tem clientes que já são recorrentes.
Edvaldo Firme: É o segredo do sucesso do e-commerce.
Débora Martinez: É isso mesmo. Ele vai recebendo a mensagem. Você consegue colocar os e-mails de forma recorrente: daqui a dois dias, três dias, uma semana. Consegue colocar um alerta para quem não abriu o e-mail. Isso é a inteligência artificial da edrone — ela consegue selecionar: “Olha, tantas pessoas não abriram, então vamos mandar somente para elas” — e identifica o horário em que provavelmente vão abrir. Isso é muito bom.
A ciência por trás da “mágica”: como funciona a IA da edrone
Edvaldo Firme: Vou puxar minha carteirinha técnica para explicar para o pessoal de casa, porque, falando assim, parece mágica. Mas gosto de explicar que não é mágica — é ciência de dados. E como a edrone consegue fazer isso? Você tem uma ideia?
Débora Martinez: Olha, desde quando começou essa inteligência artificial, eu gosto muito de tecnologia. Tenho facilidade para me adaptar. Não sei como funciona, mas foi a melhor inteligência artificial que eu vi.
Edvaldo Firme: Eu vou te explicar por que ela funciona, por dois motivos muito simples. O primeiro, e mais importante: a edrone é a única ferramenta do mercado criada para e-commerce. Ela não pensa em outra coisa, só pensa na realidade do e-commerce. O segundo é que a gente se abastece de dados globais. A edrone é uma empresa polonesa que tem operação no mundo inteiro — no Brasil, na América Latina, na Europa. A gente concatena, puxa dados de todos os nossos clientes para abastecer e atualizar nossa inteligência artificial proprietária. Não é o ChatGPT, não é o Claude — é a inteligência da edrone. Como vou saber que o melhor horário para falar com o cliente X é às 22h? Porque tenho dados globais que mostram que perfis como o dessa pessoa tendem a abrir às 22h. Está 100% certo? Não. Mas estamos trabalhando com um modelo matemático que vai facilitar essa conta a ser a mais provável de ser a certa. Isso é utilizado para tudo. Você chegou a dar uma olhada no calendário de newsletter automático? Aquilo é coisa de maluco.
Débora Martinez: Coisa de maluco, sim. O gerador de banner também é.
Edvaldo Firme: Muito legal. Você fez a parte de adaptar sua identidade visual. Colocou seu site e ele já puxa a identidade visual para dentro do e-mail.
Débora Martinez: Já puxa os produtos, ele já sabe minha linguagem. Você escreve o que quer e ele já sai do jeito que precisa.
O ponto sem volta: viver sem a tecnologia já não é opção
Edvaldo Firme: Agora, a pergunta de milhões: a gente entende que tecnologia é algo que não vai parar de avançar. Chegou hoje, amanhã ela vai estar melhor. Mas você se vê hoje sem essa tecnologia te apoiando?
Débora Martinez: Não tem como. Não volta mais.
Edvaldo Firme: É o próximo passo.
Débora Martinez: É o próximo passo. Você tem que usar a seu favor.
Edvaldo Firme: E dentro disso, agora que você já tem mais experiência, está mais familiarizada, qual foi o erro que você cometeu, talvez um ano atrás, que faz você pensar: “cara, se eu tivesse a edrone há um ano, eu estaria nadando de braçada”? Tem alguma coisa que você olha e fala: “putz, só faltava essa cerejinha do bolo para eu não cometer esse erro”?
Débora Martinez: Melhorar a comunicação com os clientes. Com a edrone, isso melhorou demais.
Universo feminino, pertencimento e a marca como pessoa
Edvaldo Firme: Pensando no quesito feminino: você entende que, para o público feminino, é importante fazer parte de alguma comunidade? É importante que a pessoa que está comprando na loja sinta que está fazendo parte de algo? Ou tá tudo bem, ela só está ali para comprar mesmo, comprou, acabou, próximo?
Débora Martinez: O online acaba trazendo isso naturalmente. A pessoa não vai comprar só por comprar. Ela quer saber quem é a Débora, o que está por trás da loja. Ela vai buscar meu perfil no Instagram, no TikTok. Vai querer comprar por estar conectada.
Edvaldo Firme: Gerar pertencimento.
Débora Martinez: Gerar pertencimento.
Edvaldo Firme: E esse pertencimento hoje é algo que o modo como você se comunica te ajuda a estabelecer.
Débora Martinez: Acredito que sim. Vejo as meninas que me acompanham, que estão nos grupos comigo — se estão comigo, é porque alguma coisa já está funcionando.
Edvaldo Firme: Eu pergunto meio provocativo, mas imagino que sim. Eu digo com tranquilidade: quem conhece o próprio negócio é o dono. E se ele é o apertador de botões, é ainda melhor, porque sabe a dor da realidade. Muita gente que está ouvindo a gente agora é dona do e-commerce, e eu brinco com isso: é a minha loja, com a minha identidade visual, do meu jeito. Mas muita gente fala “cara, eu não consigo”. O que você diz para essas pessoas?
Débora Martinez: Eu até coloquei o meu nome exatamente por isso: para mim não tem uma separação. A Débora Martinez Semijoias é a Débora Martinez. Sou eu, eu que vou para o stories, eu que converso. É o meu jeito. Se a pessoa não gosta, pode…
Edvaldo Firme: Pode seguir, e tá tudo bem. Mas isso cria conexão, né? Porque quem gosta, gosta também de você e de tudo que você faz.
Débora Martinez: É isso mesmo.
Para quem quer começar: o primeiro passo e a importância da comunidade
Edvaldo Firme: Essa posição em que você se coloca hoje — você acha que é replicável para outras mulheres? Que dica daria para elas se posicionarem como você se posiciona?
Débora Martinez: Acredito que, mesmo que a pessoa ainda esteja no CLT, ou esteja em casa e deseje fazer alguma coisa, é possível. Ela tem que procurar realmente aquilo de que gosta e buscar. O e-commerce, quando eu comecei, parecia que não ia dar em nada. E quando você vê, está se profissionalizando. Já está aqui no podcast.
Edvaldo Firme: Já está dando entrevista.
Débora Martinez: Já está dando entrevista. Você tem que dar o primeiro passo. E o primeiro passo é buscar apoio, buscar essas comunidades, porque vai dar vontade de desistir.
Edvaldo Firme: Aproveitando essa deixa: quando você fala de apoio, a gente falou sobre o grupo Mulheres no E-commerce. Mas que tipo de apoio você sente que é um lugar seguro para pedir? A gente falou sobre a edrone entrando na operação via Mulheres no E-commerce, mas para algo pessoal, você acredita que esse grupo também é importante para se sentir abraçada?
Débora Martinez: Também. Ali há uma troca. Você vai para fazer networking, mas a gente acaba falando um pouco de vida pessoal, de filhos, de família.
Edvaldo Firme: Faz parte da pessoa, né?
Débora Martinez: Principalmente nós, mulheres.
Edvaldo Firme: Eu brinco que, para mim, um grupo de Mulheres no E-commerce é o melhor cenário possível, porque é a mulher que decide, é a mulher que compra, é a mulher que vai dizer não para o marido lá na frente. Então, ela lá na ponta. Quando empreendedora, ela tem noção de todas as decisões que precisa tomar. Estar apoiada por outras mulheres decisórias é muito valioso.
Débora Martinez: E elas estão todas passando pela mesma coisa. Tem umas com filho pequeno, com filho no colo. Uma deixou na escola para ir ao evento, outra deixou com a sogra. Está todo mundo ali passando pela mesma situação.
O lado humano: a glamourização do empreendedorismo e o medo de falhar
Edvaldo Firme: Existe uma glamourização do empreendedorismo, e muita gente não fala sobre esse outro lado, sobre o lado humano, sobre o lado frágil. Me colocando numa posição de homem para fazermos essa reflexão: um homem, quando falha, falha no emprego e tá tudo bem, arruma outro emprego. A mulher, muitas vezes — principalmente uma mulher mãe que se coloca na posição de empreendedora —, quando falha, tem medo de falhar por completo, porque já abdicou de ser a mulher dona de casa para ser empreendedora. Quando falha como empreendedora, sente que falhou no primeiro passo, que deixou de alguma forma a casa, a família e os filhos para trás. Você sente que isso é um fantasma que está na mente de vocês, mulheres? Ou já está começando a ficar para trás, e vocês conseguem entender que o mercado é mercado, e tá tudo bem?
Débora Martinez: Com certeza afeta. Você acaba deixando o filho com uma sogra, ou na escola, para ir num congresso, num evento. E se algo não dá certo, você fica pensando: “o que estou fazendo? Para quê estou fazendo isso?”. É uma briga de emoção mesmo.
Edvaldo Firme: A razão e a emoção.
Débora Martinez: Você vai para casa, chora, e no outro dia acorda de novo.
Edvaldo Firme: Eu ia fazer exatamente essa pergunta: o que faz isso acontecer?
Débora Martinez: São os altos e baixos. Mas não pode desistir, se você gosta, se você quer. Você conversa em casa, com o marido, com os filhos, e retoma novamente.
Edvaldo Firme: Perfeito. São poucos relatos humanos como esse que a gente ouve hoje em dia, principalmente quando percebemos que estamos na era da high performance. Fala-se muito sobre extrair o máximo de si mesmo. E eu acho muito injusto ouvir isso, porque muitas vezes se fala de uma posição de homem, em que a única preocupação é a performance. Enquanto eu, um homem criado por mulheres a vida inteira, entendo que a mulher já tem que ser boa em diversos cenários. E aí, quando se coloca na posição de mulher empreendedora de sucesso, muita gente pensa: “nossa, o que será que ela fez para chegar nesse lugar?”. Trabalhou muito, disse muito não, teve que fazer muitas escolhas difíceis. Você tem alguma escolha difícil que sentiu que teve que fazer para continuar nessa posição de mulher empreendedora hoje, tirando a decisão clara de se afastar um pouco de casa?
Débora Martinez: Quando eu comecei a empreender, meus filhos já eram maiorzinhos. Não vou dizer que foi tão sacrificado, porque eles não eram bebês — fiquei um tempo com eles. Mas é uma decisão todo dia. Principalmente no dia que não dá certo, você fica pensando: “o que estou fazendo? Para quê?”. E aí você lembra do porquê começou.
Edvaldo Firme: Donde já viu, né?
Débora Martinez: Você entende por que deu aquele start. Porque quis. E aí você retoma. Um dia ruim, no outro você recomeça.
Cuidado com os “gurus”: validar antes de testar
Edvaldo Firme: Vou te fazer uma pergunta um pouco mais pegadinha. Você teve muita sorte e providência de cair no grupo Mulheres no E-commerce e extrair muita coisa bacana. Só que, nesse meio-tempo, acredito que você viu muito guru por aí falando de fórmula mágica para acelerar o e-commerce — “essa ferramenta mágica que ninguém te conta”. Entendendo que é uma jornada de sacrifício, de dedicação e de se aproximar de pessoas de valor, como você olha para essas situações em que vem o guru e fala que tem um botão mágico que, ao ser apertado, em três dias faz você vender mais?
Débora Martinez: É difícil. Sinto quando o pessoal vai por esse caminho. A pessoa tem que estar sempre buscando pessoas certas para caminhar com ela. Porque, se for só pela internet, no “botãozinho do explorer”, vem ave-Maria, vem tudo.
Edvaldo Firme: Vende tudo.
Débora Martinez: Vende tudo. Não dá, não.
Edvaldo Firme: Você tem alguma visão ou estratégia para validar coisas que chegam até você? Como a gente acabou de dizer, o botão de explorar é uma aba mágica em que vem de tudo. Qual é o seu crivo? Como olha para algo e fala “hmm, isso aqui eu vou testar”, como foi, por exemplo, com a edrone? Qual é o seu método, e que método indicaria para o pessoal de casa, para pensarem: “tenho que procurar mais sobre a pessoa que está falando, sobre a ferramenta, ou olhar no Reclame Aqui”?
Débora Martinez: Naturalmente, vem através de pessoas. Eu sempre busco pessoas que estão ao meu lado. Ou foi pelo Mulheres no E-commerce, ou por outro curso que já fiz anteriormente. Eu sempre busco a indicação de ferramentas por meio de pessoas. Nunca é pelo botão do Explorer. É sempre através de pessoas que vou conhecendo, e esse movimento vai trazendo.
Edvaldo Firme: Acho muito importante você trazer essa visão de pessoas, porque, no fundo, o mercado digital é um outro modo de fazer varejo. Esse varejo tradicional que a gente conhece, de vender produto mão a mão, porta a porta, olho no olho. Para que as ferramentas funcionem, para que o mercado gire, é importante que pessoas sejam valorizadas no meio desse processo. Estar cercada de boas pessoas, que indicam boas ferramentas validadas por elas, que te ensinam coisas que muitas vezes são experiências particulares — o grupo Mulheres no E-commerce, e os grupos dos quais todo mundo hoje pode fazer parte. E eu digo isso para todo mundo: “Pô, Ed, você está falando das Mulheres no E-commerce, mas eu não sou mulher.” Gente, não tem problema. O grupo Mulheres no E-commerce é forte, grande, se comunica com todo tipo de gente. Obviamente, o foco é mulheres e grande parte das ações é para mulheres. Mas conhecimento não tem sexo, não tem gênero. Conhecimento é aberto para todos.
“Faça o melhor com o que você tem em suas mãos”
Edvaldo Firme: Eu queria que você me desse um conhecimento que considera muito valioso, que você adquiriu e precisa ser passado adiante. Algo que olha e fala: “cara, isso aqui é muito importante, eu aprendi”, e que pode nem ter relação com o e-commerce. Eu digo, por exemplo, que um dos maiores conhecimentos que adquiri na vida é que o bom não pode ser inimigo do ótimo. Tem horas em que você não vai conseguir fazer o ótimo, mas o bom já está bom. Vamos fazendo o que dá, e no meio do caminho a gente vai melhorando. Que tipo de conhecimento você passaria para as pessoas?
Débora Martinez: Você falou um pouco do que eu até falo para meus filhos: faça o melhor com o que você tem em suas mãos.
Edvaldo Firme: Perfeito.
Débora Martinez: Eu falo isso para eles. Você não fica esperando. Faça o melhor com o que tem agora. Você fez o seu melhor? Então tá bom. Depois você vai buscando, vai melhorando. Levo isso para minha vida, passo isso para eles. Faça o melhor com o que você tem agora. Depois a gente vai buscando.
Edvaldo Firme: É exatamente isso. O buscar faz parte do tentar. Não dá para ficar sempre buscando algo melhor sem ter tentado nada. Você não tem certeza de que o que já tem agora não é o melhor. Trazendo para a sua realidade: você começou a operar um e-commerce, provavelmente com pouquíssimas ferramentas, mas aquilo era o melhor que podia fazer naquele momento. Você tinha que entender como funcionava. E conforme as coisas foram andando, você foi se aglutinando com novas coisas, novas funções. Você acredita que esse é um processo natural? Ou existe uma configuração mínima que as pessoas possam pensar para abrir um e-commerce hoje? Na sua visão, é “comece com o que tem” ou “comece com isso, isso, isso e isso”?
Débora Martinez: Para mim, é comece com o que tem.
Edvaldo Firme: Perfeito, sou desse time também.
Débora Martinez: Eu demorei para ter um site. Comecei vendendo no WhatsApp, no Instagram. Não tinha domínio, não tinha nada. Depois fui buscando: “nossa, um site é legal”. Aí você vai registrar o domínio, procurar uma plataforma para hospedagem. Comecei com o que tinha, porque se for esperar fazer tudo isso, você não começa nunca. Então já comece a vender com o que tem.
Edvaldo Firme: Se é um produto bom para vender, você vai vender.
Débora Martinez: Vai vender.
Construção de marca e o cliente que volta
Edvaldo Firme: Outro ponto importante: o seu tipo de produto é nichado. Como você olha hoje para essa construção de marca? Começou vendendo no Instagram, no Facebook, em grupos. Agora tem um CRM trabalhando para construir uma base de clientes. Qual é o próximo passo?
Débora Martinez: É levar para mais pessoas. Agora, com o CRM, e com uma pessoa que já trabalha comigo, é levar para mais pessoas conhecerem o meu site, conhecerem minhas redes sociais, conhecerem o meu produto.
Edvaldo Firme: Fazer a comunidade crescer.
Débora Martinez: Isso mesmo.
Edvaldo Firme: Agora vou fazer uma comparação numérica. Você prefere vender um ticket de R$ 100 para uma pessoa ou dois tickets de R$ 50 para uma pessoa? Prefere que ela vá ao seu site duas vezes, fazendo duas compras diferentes, ou prefere vender uma vez só, com tudo de uma vez?
Débora Martinez: Que ela volte, porque, se voltou, é porque gostou.
Edvaldo Firme: Como a gente faz ela voltar?
Débora Martinez: Estando ali na comunicação. Se ela voltou, é porque teve algo de que gostou — do que eu falo, do que transmito, do que faço nas redes sociais. E se voltou, o produto também é bom. Mas atrás de um produto está uma pessoa.
Edvaldo Firme: Exato.
Débora Martinez: Hoje, rede social é isso. O digital é isso. A pessoa não compra mais só um produto. Ela busca o que a Débora frequenta, o que ela faz, como é a vida dela.
Amadurecimento sem linha de chegada: o jogo é todo dia
Edvaldo Firme: Isso é muito bom. Eu trabalho com e-commerce há 13 anos, já ouvi de tudo, de todo tipo de gente. É raro quando temos uma pessoa com clareza do que está falando. E para mim, isso está vindo muito de você, porque você está literalmente de frente com seu objetivo todos os dias. Queria puxar um resumo de ideias para o pessoal de casa. Como foi seu processo de amadurecimento dentro dessa jornada de cinco anos? Você conseguiria organizar como foi até olhar e falar “ok, eu sou dona de um negócio digital, agora não tem mais como voltar atrás”? Você teve essa virada de chave?
Débora Martinez: É muito difícil pensar nisso, porque o dia a dia vai passando. Quando você vê, não tem aquela sensação de “nossa, agora eu sou dona de um e-commerce”. Você vai vivendo. Eu não tenho a ânsia de chegar num ponto final.
Edvaldo Firme: O que você está fazendo é vivendo.
Débora Martinez: Vivendo o jogo todo dia, com as clientes, com as redes sociais, levando para o site. Não tem uma virada em que eu diga “agora estou finalizando alguma coisa”. Não tem.
Edvaldo Firme: Você sente que é um processo.
Débora Martinez: Um processo contínuo.
Se divertir no caminho: o feedback como combustível
Edvaldo Firme: Outra pergunta valiosa: você se diverte fazendo o que faz?
Débora Martinez: Eu gosto.
Edvaldo Firme: Isso é um segredo importante. Para fazer o que a gente faz, tem que gostar. Qual é a parte que você mais se diverte? Você sabe me dizer? Tipo: “putz, eu adoro quando recebo um feedback de um cliente”, ou “adoro quando vejo uma cliente, sei o nome dela, sei o que ela vai comprar”. Qual é o momento que arranca aquela risadinha de você?
Débora Martinez: O feedback. Sempre o nosso retorno.
Edvaldo Firme: É o calor no coração.
Débora Martinez: É o retorno. Você sabe o que elas estão pensando, o que estão falando.
Edvaldo Firme: Coisa de maluco mesmo. Eu brinco que, quando a gente olha para a tecnologia, a internet fez 10 mil pessoas virar “pouca gente”. Dez mil pessoas é gente pra caramba — cabe num estádio de futebol. E quando perguntamos quantos clientes tem na nossa base, alguém responde “ah, eu tenho 10 mil, só”. Gente, 10 mil! Você está conversando com 10 mil pessoas. “Quantos pedidos você fez esse mês?” “Ah, tirei pouco, 1.000 pedidos.” Gente, 1.000 pedidos são 1.000 pessoas! Imagine 1.000 pessoas na sua casa. Você consegue imaginar 20 mil pessoas na sua casa? É muito importante se divertir nesse processo. É o lado humano que faz a gente voltar a ter essa conexão. É o feedback. É lembrar que não estou só mandando pacotes — tem pessoas recebendo esses pacotes do outro lado, olhando para aquilo, recebendo com carinho, sentindo-se confortáveis e se dispondo a dar um feedback. Para você, o e-commerce, mesmo com tudo isso de tecnologia empilhada, ainda é um lugar de gente? Um lugar para pessoas? Ou está ficando complexo demais, com muita tecnologia envolvida?
Débora Martinez: Sempre vai ter o espaço humano. Um não substitui o outro. A tecnologia vem para auxiliar nós, humanos, não para substituir. A gente ainda tem que colocar nosso rostinho lá. Tem que conversar, mandar áudio para a cliente, para ela saber que somos pessoas.
Edvaldo Firme: Tem que provar que é.
Débora Martinez: Não ficar só na mensagem pronta. Tem que ter esse calor à parte.
Edvaldo Firme: A parte humana ainda é inevitavelmente necessária. Eu diria que vai ser para sempre, porque, senão, vai ser literalmente bits e bytes conversando entre eles. E cadê as pessoas?
Débora Martinez: A diferenciação está em quem ainda mantém a parte humana trabalhando.
Conclusão: o círculo do e-commerce é feito de pessoas
Edvaldo Firme: Acho que a gente conseguiu resumir bem para o pessoal de casa essa necessidade. E essa frase final completa: a necessidade de pertencimento, comunidade e usar ferramentas para tornar isso mais prático. Hoje eu percebo que você ganhou tempo, autonomia, um modo mais prático de lidar com o seu dia. Tudo isso vindo de uma comunidade. E agora você está se dispondo a criar a sua comunidade de clientes. Esse é o círculo do e-commerce. Ele gira em torno de quanto você é capaz de transformar pessoas interessadas em pessoas próximas — desde lojistas a clientes. Você acha que essa é uma verdade que podemos dizer para fechar o episódio de hoje?
Débora Martinez: Acredito que sim. Muitas clientes minhas já são amigas.
Edvaldo Firme: Fico muito feliz, e particularmente muito grato, por você ter dividido essa história com a gente. Tenho ciência do grupo Mulheres no E-commerce porque conheço a Karol também. Ela é maravilhosa, e sei do impacto que causa na vida das pessoas. É muito gratificante conversar com uma cliente edrone que foi impactada pelo Mulheres no E-commerce e que está tendo bons resultados. Queria que você deixasse um recado para o pessoal de casa: por que esperar, se eles podem começar já?
Débora Martinez: Quem está aí querendo realmente iniciar, empreender alguma coisa, tem que começar do jeito que já está. Não tem que esperar nada. Ali, aos poucos, vai se encaixando. Você tem que estar em movimento, sempre em movimento. As coisas vão aparecer, vão acontecer. E buscando sempre pessoas para se apoiar, buscando experiência e network, as coisas vão acontecer no tempo certo.
Edvaldo Firme: Tudo no tempo certo. Se você ficou até agora no episódio, talvez esse seja o tempo certo de clicar no link aqui embaixo, fazer igual à Débora e começar a usar a edrone de forma gratuita, com o link de promoção do Mulheres no E-commerce. Você pode ter os mesmos benefícios que a Débora teve e começar a automatizar, ganhando essa escalabilidade de mercado. O convite fica para você. Agradeço muito, esse papo foi maravilhoso. Pessoal, a gente se vê no próximo episódio. Tchau, tchau!
Sobre o apresentador
Edvaldo Firme
Passionate about digital marketing for over 12 years! Specialized in SEO and copywriting, I help companies improve their online visibility and generate conversions.